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Montenegro busca esforço final para fechar acordo com enfermeiros

Montenegro anuncia esforço final para fechar acordo coletivo com os enfermeiros, buscando previsibilidade e valorização, enquanto a Ordem pede estabilidade política

Luís Montenegro no Congresso dos Enfermeiros, esta sexta-feira
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  • O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou um “esforço final” nas próximas semanas para fechar um novo acordo coletivo com os enfermeiros, na sessão de abertura do VII Congresso dos Enfermeiros em Gondomar.
  • O Governo diz que o Ministério da Saúde está empenhado em concluir as negociações em breve, mantendo os enfermeiros como prioridade.
  • Montenegro afirmou que o objetivo é subscrever um acordo que dê visibilidade e previsibilidade aos profissionais que escolhem a carreira, recordando que o primeiro acordo na área da saúde foi assinado com os enfermeiros.
  • O chefe do Governo destacou um aumento de 21% nas consultas de enfermagem nos cuidados de saúde primários no primeiro trimestre e já mais de dois mil enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde desde o início de funções.
  • O bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, pediu estabilidade política na saúde, elogiou a proposta de pacto do Presidente da República e defendeu prioridades como enfermeiro de família e prescrição por enfermeiros.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na abertura do VII Congresso dos Enfermeiros, em Gondomar, que o Governo prepara um esforço final nas próximas semanas para fechar um novo acordo coletivo de trabalho com os enfermeiros. O Ministério da Saúde está empenhado em concluir as negociações, com os profissionais da enfermagem a manterem-se como prioridade.

Montenegro afirmou que o objetivo é subscrever um acordo que dê visibilidade e previsibilidade aos profissionais que escolhem a carreira de enfermagem. O governante recordou que o primeiro acordo na área da saúde foi assinado com os enfermeiros, reconhecendo que houve evolução remuneratória, ainda que não seja suficiente.

Para além disso, o chefe do Governo defendeu que a valorização das carreiras e das condições de trabalho não é um favor ao setor, mas uma forma de assegurar mais e melhores profissionais para o Serviço Nacional de Saúde. No primeiro trimestre, as consultas de enfermagem nos cuidados primários aumentaram 21%.

Desde o início do mandato, o SNS também registou a entrada de mais de dois mil enfermeiros, visto como reflexo da aposta na valorização e retenção de recursos humanos na saúde. Montenegro encerrou o discurso ao receber uma medalha de ouro da Ordem dos Enfermeiros, sem comentar sobre a reforma laboral aprovada recentemente.

Recado do bastonário

Antes da intervenção presidencial, o bastonário Luís Filipe Barreira pediu estabilidade política para o setor da saúde e elogiou a proposta do Presidente para um pacto setorial. Afirmou que a saúde necessita de estabilidade, visão de longo prazo e capacidade de reformar sem estar sujeita a ciclos políticos.

Barreira criticou as mudanças frequentes de ministros da Saúde na última década e apelou ao Governo para não transformar a saúde num campo de disputa política. Entre as prioridades indicadas pela OE estão a criação de um enfermeiro de família para todos os utentes e a possibilidade de prescrição por parte de enfermeiros, considerada uma resposta racional às necessidades do país.

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