Durante décadas, a obesidade foi tratada como uma pandemia sem travão. Um estudo publicado na Nature revela uma inversão: os países ricos começam a controlar a doença, enquanto os países pobres aceleram nos níveis de obesidade e diabetes. No centro desta leitura está o acesso a tratamentos como Ozempic.
A investigação, liderada pelo Imperial College London, analisa dados de 232 milhões de pessoas em 200 países entre 1980 e 2024. Portugal está incluído na amostra e os resultados apontam uma desaceleração do crescimento da obesidade em economias desenvolvidas, sobretudo na Europa Ocidental, e um aumento contínuo em países de menor rendimento.
Mudanças regionais na tendência global
Nos países de alta renda, o aumento do peso estabilizou ou recuou em várias zonas. Em contraste, economias de rendimento médio e baixo continuam a enfrentar picos mais elevados de obesidade e de doenças metabólicas, com impactos em sistemas de saúde e políticas públicas.
Especialistas ressaltam que o acesso desigual a intervenções médicas, incluindo fármacos antiobesidade, pode explicar parte da diferença entre regiões ricas e pobres. O estudo enfatiza a necessidade de estratégias abrangentes de prevenção e tratamento globalmente equitativas.
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