- Os navios são ambientes fechados com contacto próximo, o que facilita a propagação de vírus, especialmente os transmitidos por via aérea e ligadas a espaços partilhados.
- No navio de cruzeiro Hondius, mais de cem pessoas de várias nacionalidades foram desembarcadas e repatriadas a partir das Canárias devido a um surto de hantavírus.
- Nesta quarta-feira, mais de mil setecentos passageiros estavam confinados a bordo de um cruzeiro que chegou a Bordéus após a morte de um passageiro e uma suspeita de epidemia de gastroenterite.
- A pandemia de covid-19 atingiu navios de guerra e de cruzeiro, incluindo o paquete Zaandam e o porta-aviões francês Charles de Gaulle, com centenas de marinheiros afetados.
- Melhorias técnicas e operacionais a bordo, como ventilação aprimorada e cabines de isolamento, ajudam a combater a propagação de aerossóis e a gestão de doenças em navios.
O texto aponta que navios são ambientes propícios à propagação de vírus, especialmente por terem espaços fechados e contato próximo entre pessoas. Episódios recentes mostram isso em cruzeiros que enfrentaram surtos de hantavírus e de gastroenterite, com repatriação e confinamento de passageiros.
No navio Hondius, mais de 100 pessoas de várias nacionalidades foram desembarcadas e repatriadas nas Canárias, no último fim de semana, após um surto de hantavírus, com transmissão por aerossóis. Autoridades descartam, por ora, cenário de epidemia.
Outro caso envolve um cruzeiro que chegou a Bordéus, no sudoeste de França, na terça-feira. Cerca de 1.700 pessoas permaneciam confinadas a bordo na quarta-feira, após a morte de um passageiro e suspeita de gastroenterite. A operação está a decorrer sem confirmação de doença generalizada.
A covid-19 evidenciou como os navios podem facilitar a transmissão. Históricamente, navios de guerra e de cruzeiro enfrentaram contágios repetidos, com mecanismos comuns de propagação apesar das diferentes populações a bordo.
- Contexto técnico e prevenção: especialistas destacam melhorias desde a pandemia, incluindo ventilação aprimorada, isolamento de doentes em cabines dedicadas e formação aprimorada de médicos a bordo, reduzindo riscos de contágio por aerossóis.
Perspectiva histórica
Alguns autores lembram que, antes do transporte aéreo em massa, os navios já atuavam como vetores de epidemias, como a Peste Negra, trazida por marinheiros genoveses durante o cerco de Caffa. O retorno aos portos contribuiu para disseminação na Europa.
Controle e ética
As autoridades têm adotado medidas para evitar desembarques de navios contaminados. Em tempos passados, quarentenas impostas em lazaretos remotos reforçavam a distância entre pacientes e portos, prática que evoluiu com o tempo.
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