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Israel desmente alegadas encenações sobre hantavírus e teorias conspirativas

Autoridades desmentem teorias conspiratórias sobre hantavírus; Agência Europeia de Medicamentos afirma que ivermectina não é eficaz e Moderna avança com vacina em fase pré-clínica

Autoridades espanholas pulverizam desinfetante sobre um passageiro antes de ele embarcar num avião, após desembarcar do MV Hondius, em Espanha, 10 de maio de 2026
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  • O surto de hantavírus ocorreu a bordo do MV Hondius, que partiu da Argentina a 1 de abril e ancorou em Tenerife a 10 de maio; onze pessoas adoeceram, pelo menos nove casos foram confirmados e três passageiros morreram, incluindo um casal holandês.
  • A desinformação espalhou-se nas redes sociais, com teorias de que o hantavírus deriva do hebraico ou que grandes farmacêuticas o criaram para lucrar com vacinas; a EMA confirmou falta de provas de cura ou tratamento autorizado.
  • Não houve encenação por parte da Moderna; a empresa está a trabalhar numa vacina contra hantavírus, numa colaboração com uma universidade coreana, e o projeto está na fase pré-clínica.
  • A ivermectina não é cura para hantavírus; não existem evidências científicas que comprovem eficácia, segundo a EMA.
  • O nome hantavírus tem origem histórica: surgiu da identificação de vírus em ratos do campo e, mais tarde, foi associado à febre hemorrágica coreana; o termo não está relacionado com teorias conspiratórias.

O surto de hantavírus ocorrido a bordo do navio MV Hondius, que saiu da Argentina a 1 de abril e chegou a Tenerife a 10 de maio, gerou uma onda de desinformação nas redes sociais. Onze pessoas adoeceram, com pelo menos nove casos confirmados, e três passageiros morreram, incluindo um casal holandês exposto durante uma visita à América do Sul. Autoridades destacam que o vírus surge pela exposição a excrementos de roedores.

O vírus pode passar entre humanos apenas de forma muito rara, com transmissão ligada a contacto com excreções de roedores. Não há antivirais ou vacinas autorizadas para o hantavírus; o tratamento é de suporte e acesso rápido a cuidados intensivos, conforme as autoridades sanitárias.

A desinformação associou o termo a origens hebraicas e espalhou teorias conspiratórias sobre lucros farmacêuticos e encenações de crise. As redes sociais repetem já há semanas afirmações sem base factual, dificultando o esclarecimento público.

Desinformação sobre tratamentos

Várias publicações alegam que a ivermectina, antiparasitário, curaria o hantavírus. Provenientes de figuras públicas, estas afirmações costumam carecer de validação científica. A EMA confirmou que não existem provas de eficácia contra o hantavírus.

A agência salienta que não há tratamentos aprovados para o hantavírus, e o manejo clínico centra-se em cuidados de suporte, com diagnóstico precoce e internação conforme necessário. Teme-se que desinformação comprometa a resposta médica.

Moderna e teorias de conspiração

Alguns utilizadores alegam que a Moderna trabalha numa vacina contra hantavírus há anos, sugerindo encenações. Postagens comese vizualizações públicas citam uma parceria com uma universidade coreana, mas a colaboração está na fase pré-clínica.

Especialistas ouvidos pela Euronews dizem que é prática comum a investigação de vacinas para patógenos existentes há décadas. A existência de projetos ainda não implica ligação com o surto atual.

Origem do nome hantavírus

Nas redes sociais circulam explicações erradas sobre a origem do nome. Mensagens confundem termos hebraicos com o vocábulo de gíria, gerando alegações de ligações políticas.

Especialistas esclarecem que o nome não tem relação com qualquer parcela política. O termo deriva de uma doença identificada entre tropas da ONU na Guerra da Coreia, designada como febre hemorrágica coreana. Em seguida, foram localizados vírus em ratos de campo, dando origem ao conjunto hantavírus.

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