- A passageira francesa infetada com hantavírus está em estado crítico num hospital de Paris, ligada a um pulmão artificial para suporte de vida.
- Segundo dados da Organização Mundial da Saúde a 12 de maio, há 11 casos (9 confirmados) e três mortes, todos entre passageiros ou tripulantes do cruzeiro; não há indícios de surto de maior dimensão.
- A OMS avisa que podem surgir mais casos, dado o ambiente a bordo e o período de incubação, sendo a transmissão entre pessoas mais provável na fase inicial da doença.
- Recomendação de quarentena: 42 dias em casa ou numa unidade apropriada, contando a partir do dia em que deixaram o navio; todos os passageiros e tripulantes estão a ser acompanhados nos respetivos países.
- Outros desenvolvimentos: um passageiro espanhol em Madrid testou positivo; todos os passageiros já foram transferidos para os seus países; a transmissão humano-humana é considerada rara e relacionada com roedores.
Uma passageira francesa infetada com hantavírus permanece em estado crítico num hospital de Paris, recebendo suporte de vida com uso de pulmão artificial. O caso insere-se no surto associado a um cruzeiro reportado anteriormente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou, a 12 de maio, 11 casos e 3 óbitos, todos entre passageiros e tripulantes do navio, até este momento sem indícios de surto de maior dimensão.
Segundo o hospital Bichat, a paciente apresenta complicações pulmonares e cardíacas graves. O médico Xavier Lescure descreveu o tratamento com suporte de vida que circula o sangue por um pulmão artificial, oxigena e devolve ao corpo. O objetivo é reduzir a pressão nos pulmões e no coração para facilitar a recuperação.
A OMS alerta para a possibilidade de novos casos, dada a forma de transmissão a bordo e o período de incubação. Recomendação é de 42 dias de vigilância ou quarentena em casa ou em unidade apropriada, aos contactos do navio. A instituição acrescenta que a transmissão entre pessoas é mais provável na fase inicial da doença.
Em Espanha, um passageiro em quarentena no Hospital Central de Defesa Gómez Ulla, em Madrid, testou positivo para hantavírus. O doente apresentava febre baixa e sintomas respiratórios leves e permanece estável, sem sinais de agravamento.
Todos os passageiros e tripulantes foram trasladados para os respetivos países de origem, considerada uma operação bem-sucedida. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, descreveu o regresso como um sucesso, assim como Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, que sublinhou o isolamento e o acompanhamento médico rigoroso para reduzir riscos de novas transmissões.
Os centros de saúde reiteram que a transmissão humana ocorre sobretudo pela exposição a urina, fezes ou saliva de roedores infetados. Atividades como limpeza de espaços fechados, trabalhos na agricultura ou silvicultura e dormidas em locais infestados aumentam o risco. A transmissão de pessoa para pessoa é rara e geralmente confina-se a membros do mesmo agregado familiar ou parceiros próximos.
Entre na conversa da comunidade