O surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, com bandeira neerlandesa, levou a Organização Mundial de Saúde a monitorizar 11 casos, com três mortes até 12 de maio. O vírus Andes está implicado como a estirpe responsável pelo surto, ainda sem vacina nem tratamento específico.
Pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, já trabalhavam numa vacina de mRNA para outra estirpe, a Hantaan. A equipa demonstra resultados promissores em testes laboratoriais com animais, afirmou a investigadora Asel Sartbaeva.
A iniciativa britânica recebeu um financiamento governamental em 2024 para desenvolver uma vacina potencial de mRNA estável, capaz de suportar transporte sem congelação extrema. A tecnologia utiliza ensilicação para maior estabilidade térmica.
Avanços científicos e prudência quanto à estirpe Andes
A pesquisa concentra-se no desenvolvimento de um antigénio novo com boa imunogenicidade contra a Hantaan, numa abordagem que pode, no futuro, estender-se a outras estirpes. Contudo, a equipa avisa que ainda não há confirmação de eficácia contra Andes.
Sartbaeva sublinha que a ausência de tratamentos existentes reflete a raridade da hantavírus. Não se verifica transmissão entre passageiros após a evacuação do navio, segundo a OMS, que não aponta sinais de um surtos maior.
Os investigadores admitem cautela quanto ao uso da tecnologia para Andes. Mesmo com resultados encorajadores, a eficácia contra a estirpe causadora do surto atual só poderá ser confirmada com testes diretos.
Até agora, a OMS reportou que nove casos permanecem confirmados entre os passageiros, com as autoridades a manterem a vigilância e a avaliação de eventuais novos casos fora do navio.
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