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Cientistas aceleram desenvolvimento de vacina contra nova estirpe de hantavírus

Vacina de mRNA para hantavírus avança após surto no navio MV Hondius, visando responder à estirpe Andes com apoio governamental britânico

Um cartaz com um desenho do roedor que transmite o hantavírus e informação sobre medidas de prevenção está afixado no Hospital Zonal Ramón Carrillo, em Bariloche, na Argentina.
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  • Um surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, com origem no vírus Andes, provocou mortes entre passageiros e aumentou o receio de novas ameaças virais sem cura nem vacina.
  • A Organização Mundial da Saúde reportou até 12 de maio onze casos, nove confirmados, com três óbitos entre passageiros. Não está claro se houve transmissão além do navio.
  • Investigadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, já trabalhavam numa vacina de mRNA para outra estirpe, Hantaan, com resultados promissores em testes laboratoriais em animais.
  • A equipa considera que a tecnologia usada na vacina para Hantaan poderá, no futuro, ajudar a travar a estirpe Andes, mas admite que ainda não há certezas e é preciso testes.
  • A vacina para Hantaan utiliza uma técnica de ensilicação, permitindo o transporte a temperaturas mais altas, o que facilita a distribuição; os cientistas esperam tornar a vacina termicamente estável para transporte a temperatura ambiente.

O surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, com bandeira neerlandesa, levou a Organização Mundial de Saúde a monitorizar 11 casos, com três mortes até 12 de maio. O vírus Andes está implicado como a estirpe responsável pelo surto, ainda sem vacina nem tratamento específico.

Pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, já trabalhavam numa vacina de mRNA para outra estirpe, a Hantaan. A equipa demonstra resultados promissores em testes laboratoriais com animais, afirmou a investigadora Asel Sartbaeva.

A iniciativa britânica recebeu um financiamento governamental em 2024 para desenvolver uma vacina potencial de mRNA estável, capaz de suportar transporte sem congelação extrema. A tecnologia utiliza ensilicação para maior estabilidade térmica.

Avanços científicos e prudência quanto à estirpe Andes

A pesquisa concentra-se no desenvolvimento de um antigénio novo com boa imunogenicidade contra a Hantaan, numa abordagem que pode, no futuro, estender-se a outras estirpes. Contudo, a equipa avisa que ainda não há confirmação de eficácia contra Andes.

Sartbaeva sublinha que a ausência de tratamentos existentes reflete a raridade da hantavírus. Não se verifica transmissão entre passageiros após a evacuação do navio, segundo a OMS, que não aponta sinais de um surtos maior.

Os investigadores admitem cautela quanto ao uso da tecnologia para Andes. Mesmo com resultados encorajadores, a eficácia contra a estirpe causadora do surto atual só poderá ser confirmada com testes diretos.

Até agora, a OMS reportou que nove casos permanecem confirmados entre os passageiros, com as autoridades a manterem a vigilância e a avaliação de eventuais novos casos fora do navio.

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