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Centro europeu não vê indícios de nova estirpe de hantavírus no surto do navio

ECDC não identifica nova estirpe de hantavírus no surto do Hondius; o genoma foi sequenciado e permanece a quarentena de seis semanas para assintomáticos

"Não há qualquer dado que sugira que este vírus está a comportar-se de forma diferente"
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  • O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) afirma que não há dados que indiquem uma nova estirpe de hantavírus com maior risco de transmissão no surto a bordo do Hondius.
  • O genoma do vírus foi sequenciado e não há razão para suspeitar que se trate de um vírus novo, segundo o especialistas do ECDC.
  • O ECDC mantém a quarentena para os ex-passageiros assintomáticos por seis semanas, até cerca de 21 ou 22 de junho, dependendo do desembarque.
  • A investigação foca-se em onde e quando os passageiros foram infetados e na transmissibilidade e severidade do hantavírus dos Andes, com mais análises genómicas previstas.
  • Desde 2 de maio já foram reportados nove casos, mais dois prováveis, e três mortes entre passageiros e tripulantes do Hondius, que partiu de Tenerife com destino a Roterdão.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) afirmou que a informação disponível sobre o hantavírus que causou o surto não indica uma nova estirpe com maior risco de transmissão. A avaliação baseia-se nos dados disponíveis.

Segundo o ECDC, o genoma do vírus foi sequenciado e não há razão para suspeitar de um novo vírus. A diretora Pamela Rendi-Wagner reforçou que os hantavírus exigem exposição prolongada e contacto intenso para transmitir.

O ECDC continuará a emitir orientações atualizadas aos Estados-membros sobre os passageiros do navio Hondius que regresaram aos seus países. A quarentena é aconselhada para ex-passageiros assintomáticos por seis semanas, até cerca de 21-22 de junho.

Situação atual e próximas etapas

A diretora destacou que a investigação se foca em onde e quando os passageiros foram infetados e na transmissibilidade do hantavírus dos Andes, com análises genómicas previstas nos próximos dias.

Até ao momento, a OMS confirmou nove casos, mais dois prováveis, e três mortes. O surto envolve passageiros e tripulantes do Hondius, que partiu de Tenerife com destino a Roterdão.

O navio, com 25 tripulantes e dois profissionais de saúde a bordo, teve ainda o corpo de um passageiro alemão que faleceu durante o cruzeiro. O navio deverá atracar em Roterdão para desinfeção.

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