- A gengivite pode afetar até 9 em cada 10 adultos; a periodontite atinge mais de metade da população adulta, com cerca de 15% em quadros severos.
- A periodontite é uma inflamação crónica que destrói os tecidos de suporte dos dentes ao longo de anos, sem dor nem sinais evidentes, o que pode tornar a intervenção tardia irreversível.
- O impacto vai para além da boca: está associada a um maior risco de enfarte agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral.
- Na gravidez, as alterações hormonais aumentam a vulnerabilidade das gengivas; a doença periodontal pode contribuir para parto pré-termo e baixo peso ao nascer. A diabetes tem relação bidirecional com a periodontite.
- O tabaco, a alimentação desequilibrada, o sedentarismo e a obesidade elevam o risco; a prevenção começa por reconhecer sinais e procurar avaliação médico-dentária precocemente, com tratamento adequado que beneficia a saúde oral e geral.
A gengiva sangrando ao escovar não é apenas um desconforto: pode sinalizar doença periodontal. A maioria dos pacientes não associa estes sintomas a uma condição de saúde mais ampla, o que aumenta o risco de progressão sem deteção.
A gengivite afeta até 90% dos adultos, enquanto a periodontite, a forma mais grave, está presente em mais da metade da população adulta, com cerca de 15% a apresentar quadros severos. Estes dados devem fundamentar políticas de prevenção em Portugal.
A periodontite é uma inflamação crónica que destrói os tecidos de suporte dos dentes ao longo de anos, muitas vezes sem dor. Ao procurar tratamento tarde, a deterioração pode tornar-se irreversível.
A doença vai além da boca: estudos associam a periodontite a maior risco de enfarte agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral. Na gravidez, alterações hormonais elevam a vulnerabilidade gengival e podem ligar-se a parto prematuro.
A relação com a diabetes é bidirecional: a doença piora o controlo do açúcar e, por sua vez, a diabetes favorece formas mais graves de periodontite. O estilo de vida, incluindo tabaco, alimentação inadequada e sedentarismo, aumenta o risco.
A boa notícia é que a doença periodontal é prevenível e tratável. A prevenção começa pela deteção precoce de sinais e pela avaliação médico-dentária atempada. Sangramento, mau hálito persistente e dentes móveis não devem ser descartados.
Sinais, diagnóstico e opções de tratamento
Sinais como sangramento gengival, recessão e mau hálito devem orientar uma consulta. O diagnóstico precoce melhora o prognóstico e permite tratamentos que protegem a saúde geral, não apenas a oral.
Importância da prevenção
Adotar hábitos saudáveis reduz o impacto da periodontite. Parcerias entre médicos e dentistas fortalecem a deteção precoce e o acesso a terapias adequadas, com benefício para a qualidade de vida.
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