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Enfermeiros de todos os setores cumprem greve nesta terça-feira

Greve nacional dos enfermeiros cobre turnos e mobiliza Lisboa, exigindo contratação, fim de contratos precários e retroativos entre 2018 e 2021

Em Março os enfermeiros já tinham feito uma greve nacional
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  • Os enfermeiros dos setores público, privado e social vão realizar uma greve esta terça-feira, abrangendo turnos da manhã e da tarde.
  • A paralisação é convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e inclui uma manifestação em Lisboa, do Campo Pequeno ao Ministério da Saúde.
  • Entre as reivindicações estão a contratação de mais profissionais, o fim dos contratos precários, o pagamento dos retroactivos de 2018 a 2021 e um horário de 35 horas semanais para todos os enfermeiros.
  • O SEP contesta o pacote laboral do Governo e a negociação de um novo acordo coletivo de trabalho, afirmando que pode reduzir rendimentos e agravar problemas existentes.
  • A estrutura sindical espera grande adesão, lembrando que, em paralisações anteriores, os serviços mínimos foram ampliados pelo Tribunal Arbitral.

Oentes dos setores público, privado e social cruzam hoje uma greve de 24 horas para exigir respostas do Ministério da Saúde a problemas que se acumulam há anos. A paralisação ocorre durante os turnos da manhã e da tarde.

A greve é organizada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e abrange toda a enfermagem nacional, com cobertura para todos os profissionais, independentemente do setor em que trabalham. A manifestação decorre em Lisboa, do Campo Pequeno ao Ministério da Saúde.

Coincide com o Dia Internacional do Enfermeiro e visa medidas como mais contratação, fim de contratos precários e o pagamento de retroativos entre 2018 e 2021, relacionados com progressões na carreira.

O SEP também defende um horário de 35 horas semanais para todos os enfermeiros, rejeita o pacote laboral proposto pelo Governo e a negociação de um novo acordo coletivo de trabalho, considerado prejudicial aos rendimentos.

A estrutura sindical aponta ainda para uma avaliação de desempenho justa, sem quotas, baseada na prestação de cuidados e nas funções de cada profissional, como parte das reivindicações.

Prevê-se uma adesão significativa, embora reconheça que, em greves anteriores, os serviços mínimos cobriram parte das necessidades, com o apoio do Tribunal Arbitral para manter números de pessoal relevantes.

A última greve nacional, em 20 de março, registou adesão de cerca de 71%, segundo números do SEP, que cita motivos ligados a condições laborais e carreiras no setor.

Situação e Reivindicações

A mobilização desta terça-feira inclui uma manifestação de Lisboa entre o Campo Pequeno e o Ministério da Saúde, com a participação prevista de enfermeiros de várias áreas.

O SEP insiste na necessidade de uma resposta governamental rápida a estas reivindicações estruturais, que, na prática, visam melhorar condições de trabalho, salários e progressões.

Os organizadores indicam que a greve continuará a ser acompanhada por informações oficiais sobre os serviços mínimos e pela atualização de eventuais contactos entre sindicatos e o Governo.

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