- Seis países registaram casos confirmados ou prováveis de hantavírus, entre cidadãos infetados ligados ao navio de cruzeiro MV Hondius, segundo a Organização Mundial da Saúde.
- Nos Países Baixos, há três casos: dois mortos de um casal que viajou pela América do Sul e um médico do navio que apresentou sintomas e testou positivo para a estirpe Andes.
- No Reino Unido, dois casos confirmados e um provável; entre os infetados, um paciente ficou hospitalizado na África do Sul, outro foi transferido para os Países Baixos e há um terceiro caso provável no arquipélago de Tristão da Cunha.
- Alemanha: uma mulher que adoeceu a 28 de abril e faleceu a 2 de maio a bordo teve diagnóstico post mortem confirmado como hantavírus da estirpe Andes.
- Suíça, França e Estados Unidos: suíço teve diagnóstico positivo; França informou repatriada com teste positivo; nos EUA, um repatriado teve resultado ligeiramente positivo na PCR e outro apresentou sintomas leves.
Seis países reportam casos confirmados ou prováveis de hantavírus entre passageiros e tripulação do navio MV Hondius, segundo a Organização Mundial da Saúde. O surto ganhou destaque após o retorno do navio às operações com vigilância internacional.
Casos foram identificados em várias etapas, envolvendo diferentes estados de infecção e trajetos de repatriação. A OMS mantém listagens atualizadas conforme os resultados laboratoriais ficam disponíveis. A origem exata do surto continua sob averiguação, com foco na estirpe Andes do hantavírus.
Países Baixos
Dois cidadãos neerlandeses morreram relacionadas ao hantavírus, e um terceiro confirmou a infeção. Um casal que partiu da América do Sul antes da embarcação em Ushuaia, a 1 de abril, integrou o grupo próximo da vítima mortal inicial.
O marido, 70 anos, apresentou sintomas a 6 de abril e faleceu a 11 de abril. O corpo foi removido de Santa Helena entre 22 e 24 de abril. O caso foi classificado como provável, sem teste de hantavírus realizado na altura.
A esposa, 69, também abandonou o navio devido ao mal-estar, deteriorando-se a bordo de voo para Joanesburgo a 25 de abril. Faleceu no hospital, com confirmação de hantavírus a 4 de maio.
Um terceiro caso holandês é o médico do navio, com sintomas a 30 de abril. O teste confirmou a estirpe Andes a 6 de maio. Foi levado para a Holanda no mesmo dia, após escala em Cabo Verde, encontrando-se estável em isolamento.
Grã-Bretanha
Dois britânicos foram confirmados infetados e um classificado como provável. Um homem adoeceu com febre e pneumonia a 24 de abril e foi transferido da Ascensão para a África do Sul, entrando em cuidados intensivos. A confirmação ocorreu a 2 de maio, com a estirpe Andes confirmada por sequenciação.
O segundo britânico, guia do navio, apresentou sintomas a 27 de abril e testou positivo a 6 de maio. Foi transportado para os Países Baixos a 7 de maio, mantendo-se estável em isolamento.
Um terceiro homem deixou o Hondius a 14 de abril, no arquipélago de Tristão da Cunha. Relatou sintomas a 28 de abril e a OMS chegou a classificá-lo como provável, aguardando resultados laboratoriais.
Alemanha
Uma mulher alemã apresentou febre a 28 de abril e desenvolveu pneumonia, morrendo a 2 de maio a bordo. A amostra post mortem foi enviada à Holanda, onde o teste confirmou infecção pelo hantavírus Andes. O corpo permaneceu a bordo durante a viagem subsequente.
Suíça
Um homem suíço desembarcou em Santa Helena a 22 de abril e voou para a Suíça a 27 de abril, via África do Sul e Catar. Atingiu sintomas a 1 de maio, após chegada ao país, e foi testado positivo para o vírus Andes a 5 de maio, permanecendo em isolamento.
França
Uma mulher francesa repatriada do Hondius ficou indisposta a 10 de maio e testou positivo para hantavírus, segundo a ministra da Saúde, Stephanie Rist. O estado de saúde não foi detalhado.
Estados Unidos
Dois dos 17 cidadãos americanos repatriados apresentaram resultados: um com PCR ligeiramente positivo para hantavírus, outro com sintomas leves. As autoridades de saúde norte-americanas divulgaram os dados a 10 de maio.
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