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DGS publica normas para casos suspeitos de hantavírus e descarta medidas preventivas

DGS publica orientações para gestão de casos suspeitos do hantavírus no surto do MV Hondius; risco em Portugal mantém-se muito baixo, sem medidas preventivas

Os passageiros são desembarcados do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado pelo hantavírus, no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, no domingo, 10 de maio de 2026.
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  • A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou normas para a gestão de potenciais casos suspeitos de hantavírus no contexto do surto ligado ao navio MV Hondius, mantendo o risco em Portugal muito baixo e sem medidas preventivas a nível nacional.
  • A orientação define casos suspeitos, prováveis e confirmados, incluindo pessoas que viajaram num meio com caso confirmado ou provável ou que tiveram contacto com passageiros/tripulação, com febre e sintomas como dores musculares, tosse ou sintomas gastrointestinais.
  • Um contacto é alguém exposto a secreções respiratórias, saliva, sangue ou outros fluidos durante o período de transmissibilidade, de dois dias antes do início dos sintomas até à recuperação.
  • O INEM deve ser acionado para transportar o caso suspeito até ao hospital de referência; os hospitais indicados são a Unidade Local de Saúde São José (Curry Cabral para adultos e Dona Estefânia para pediatria) e a ULS São João (adultos e pediatria).
  • Até ao momento, a OMS/ECDC confirmaram sete casos e três mortes; o hantavírus Andes pode transmitir-se entre pessoas, sendo a transmissão relacionada com roedores; a OMS sublinha que o risco para a população em geral é baixo.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou orientações para a gestão de potenciais casos suspeitos de hantavírus no âmbito do surto ligado ao cruzeiro MV Hondius. A avaliação é de risco muito baixo em Portugal e não há medidas preventivas nacionais em curso.

A nota da DGS explica que as orientações definem as ações para profissionais de saúde portugueses no eventual ingresso de pessoas que foram contactantes de casos ligados ao surto. A entidade ressalva que não houve alteração da perceção de risco no país.

Caso suspeito, segundo a DGS, envolve pessoas que viajaram em transportes com casos confirmados ou prováveis de hantavírus ou que tenham contacto com passageiros ou tripulação do MV Hondius e apresentem febre aguda com sintomas como dor muscular, cabeça, gastrointestinais ou respiratórios.

Definições e diagnósticos

A DGS descreve o que constitui caso provável: sinais compatíveis com o caso suspeito e ligação epidemiológica conhecida com um caso confirmado ou provável de infeção por hantavírus Andes. Caso confirmado exige detecção de ácidos nucleicos ou isolamento do vírus.

Um contacto é definido como alguém exposto a secreções respiratórias, saliva, sangue ou outros fluídos de um caso confirmado ou provável, durante o período de transmissibilidade. O período abrange dois dias antes do aparecimento de sintomas até à ausência de sinais.

Ação e encaminhamento

A orientação recomenda ativar o INEM para assegurar o transporte do caso suspeito até o hospital de referência. Os hospitais de referência indicados são a Unidade Local de Saúde (ULS) São José (Curry Cabral e Dona Estefânia, dependendo da idade) e a ULS São João.

Casos e contexto internacional

Até ao momento, a OMS e o ECDC confirmaram sete infecções por hantavírus entre passageiros do MV Hondius, que partiu do sul da Argentina no início de abril. Três pessoas morreram; outros casos permanecem sob investigação como suspeitos ou prováveis.

Sobre o hantavírus

O hantavírus transmite-se, na maioria, a partir de roedores infetados. A variante detectada no navio, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se entre pessoas. Os sintomas iniciais assemelham-se aos da gripe, incluindo tosse, fadiga, dores de cabeça e musculares.

Contexto de risco

A OMS confirmou que o risco para a população em geral é baixo. A DGS reforça que, neste momento, não são necessárias medidas preventivas a nível nacional para a população portuguesa.

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