O uso de produtos de substituição da nicotina, como cigarros eletrónicos e saquetas orais, ganha terreno nas redes sociais. Influenciadores promovem a nicotina como solução natural para melhorar foco, produtividade e controlo de peso.
Especialistas alertam para riscos a longo prazo, já que os efeitos são principalmente de curto prazo e não configuram tratamento de bem-estar. A dependência é uma preocupação que não deve ser descurada.
A popularidade dos nootrópicos aumenta desde a pandemia, com bebidas funcionais e suplementos a crescerem no mercado. Influenciadores aproveitam a tendência para promover nicotina como potenciador cognitivo rápido.
As evidências ainda são limitadas, e a literatura científica não sustenta uso recreativo da nicotina como estratégia de saúde. O diálogo público deve ponderar riscos, sem alarmismo excessivo.
Perspectivas e regulação
A prática coincide com uma atenção regulatória crescente na Europa. Países estão a restringir venda de produtos com nicotina a jovens, visando reduzir o acesso entre menores de idade.
No Reino Unido, uma nova lei anti-tabaco proíbe venda de produtos de tabaco a pessoas nascidas após 2008, incluindo cigarros eletrónicos. A medida pretende reduzir iniciação ao tabagismo entre jovens.
Especialistas defendem equilíbrio entre apoio à cessação do tabaco e avaliação dos riscos da nicotina isolada. A dependência permanece como preocupação central a considerar na política pública.
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