- Mais de duas dezenas de candidatos portugueses ou lusodescendentes concorreram às autárquicas na Inglaterra, com pelo menos dez eleitos.
- Hedson Farinha de Castro, nascido em Luanda, foi eleito pela primeira vez na área de Yeading, em Hillingdon, com foco na prevenção da criminalidade entre jovens.
- Entre os eleitos, Diogo Costa (Lambeth), Lucia das Neves (Lambeth) e Tiago Corais (Oxford) foram reeleitos; Isabel Araújo (Sutton) e Nick da Costa (Haringey) renovaram mandatos pelos Liberais Democratas.
- Sandra Mano venceu pela primeira vez em Watford pelos Liberais Democratas; Elmedina Baptista-Mendes (Islington) conquistou pela primeira vez um lugar pelos Verdes; Floyd Anjoe Dias do Rosario (Brent) e Salvador Antonio Jose Pereira (Hounslow) foram eleitos pelo Partido Conservador.
- Globalmente, o Partido Reformista foi o grande vencedor, com 1.444 lugares; Labour ficou com 999; Conservadores, 773; Verdes, 516; Liberais Democratas, 836.
Um conjunto de cerca de uma dezena de portugueses ou lusodescendentes foi eleito nas autárquicas realizadas em Inglaterra, com foco em áreas de Londres e arredores. Entre eles está Hedson Farinha de Castro, professor de necessidades especiais, eleito pela primeira vez na região de Yeading, no município de Hillingdon, oeste de Londres.
Farinha de Castro, 45 anos, nascido em Luanda, contou à Lusa que a campanha foi marcada por dificuldades devido ao atual panorama político no Reino Unido, com a presença de vários grupos com força eleitoral. Afirmou ainda ter enfrentado receção desigual em ruas e locais onde chegou a ser ameaçado. Pretende usar a experiência para prevenir crime entre jovens.
O eleito quer unir experiência profissional e comunitária para apoiar famílias, especialmente no que diz respeito a crianças com necessidades especiais. Disse que o objetivo é ajudar mães e pais a lidar com os filhos e a promover a comunicação com a juventude.
Análise da Lusa dos resultados indica pelo menos dez candidatos portugueses ou lusodescendentes eleitos por diferentes partidos, com concentração na região de Londres. Entre os reeleitos estão Diogo Costa, Lucia das Neves e Tiago Corais, nos distritos de Lambeth, Haringey e Oxford, respetivamente.
Isabel Araújo e Nick da Costa renovaram mandatos pelos Liberais Democratas em Sutton e Haringey. Sandra Mano, estreante, foi eleita pelos Liberais Democratas em Watford no dia do seu aniversário, enquanto Elmedina Baptista-Mendes venceu pela primeira vez como vereadora nos Verdes, em Islington.
Outros eleitos incluem Floyd Anjoe Dias do Rosario, em Brent, e Salvador Antonio Jose Pereira, em Hounslow, ambos de origem goesa, filiados no Partido Conservador. A soma total de candidaturas portuguesas ou lusodescendentes nas autárquicas foi superior a duas dezenas.
Mais de 131 das 136 autarquias britânicas divulgaram resultados, revelando que o grande vencedor foi o Partido Reformista, com 1444 lugares dos cerca de 5000 em disputa. O Trabalhismo ficou com 999 cadeiras, seguido pelos Conservadores com 773 lugares.
Os Verdes duplicaram o número de eleitos, alcançando 516, enquanto os Liberais Democratas cresceram para 836. O desempenho do Trabalhismo repetiu-se também nas eleições regionais para os parlamentos autónomos da Escócia e de Gales.
Na Escócia, o Partido Nacional Escocês manteve a maior bancada com 58 assentos, sem maioria absoluta. O Trabalhismo e o Reform UK empataram com 17 lugares, à frente dos Verdes, Conservadores e Liberais Democratas, com 15, 12 e 10 lugares, respetivamente.
Em Gales, o Trabalhismo sofreu uma derrota histórica, perdendo a maioria no parlamento autónomo desde 1999. O Plaid Cymru liderou a votação, seguido pelo Reformista, com os Verdes, Conservative e Liberais Democratas a ocuparem posições subsequentes.
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