- Estão a bordo do MV Hondius, com 147 pessoas de 23 nacionalidades, incluindo membros da OMS e do Centro Europeu de Controlo de Doenças, a caminho das Canárias.
- O desembarque e a repatriação vão ocorrer em Tenerife, a partir de Granadilla e do aeroporto Tenerife Sul, em zonas isoladas e com uso de veículos militares, sem contacto com a população.
- A operação é descrita como inédita e de grande envergadura internacional; a Organização Mundial da Saúde considera as Canárias o porto logístico mais indicado para a operação.
- Os 14 espanhóis a bordo serão encaminhados a um hospital militar em Madrid; o restante será repatriado por mecanismos europeus e voos de países da UE, com o cadáver de uma passageira alemã a seguir para os Países Baixos.
- Até agora foram verificados seis casos de hantavírus entre oito suspeitos entre os passageiros e tripulantes; o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chega às Canárias para acompanhar a operação.
O navio de cruzeiro MV Hondius, após quarentena em Cabo Verde, prepara-se para uma operação internacional inédita nas Canárias. Estão a bordo 147 pessoas de 23 nacionalidades, entre passageiros, tripulação e pessoal médico da OMS e do ECDC. A chegada aos portos espanhóis é prevista para a madrugada de domingo.
A operação envolve repatriar a maioria das pessoas a bordo a partir de Tenerife, mantendo 43 membros da tripulação a bordo para encaminhar o navio aos Países Baixos. A manobra envolve aviões de vários países, da UE e de Estados não comunitários, sem contacto com o público local.
Plano logístico e segurança
A OMS considerou as Canárias o porto logístico mais adequado. A ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, descreveu a operação como inédita e de grande escala. O Governo espanhol destacou que o desembarque ocorrerá em zonas isoladas do porto de Granadilla e do aeroporto Tenerife Sul.
A distância de cerca de 10 quilómetros entre o porto e o aeroporto será percorrida em veículos militares, com entrada e saída restritas. As pessoas sairão apenas quando o avião já estiver preparado para descolar, sendo transportadas diretamente para as pistas.
Detalhes operacionais
Os envolvidos usarão máscaras e equipamento de proteção sanitária completo. O dispositivo visa rapidez e segurança, segundo o ministro Fernando Grande-Marlaska. O MV Hondius deverá chegar entre as 4h e as 6h locais ao porto de Granadilla, mantendo o barco ancorado.
As pessoas a bordo serão retiradas em pequenos grupos, por nacionalidade, sem contacto com a população. Os primeiros a sair são os 14 espanhóis, que seguirão para um hospital militar em Madrid para quarentena.
Repatriamento e casos de hantavírus
A repatriação seguirá o mecanismo europeu de proteção civil, com aeronaves da UE e de Estados membros, e, adicionalmente, de países não comunitários. Estados Unidos e Reino Unido já confirmaram envio de aviões para os seus cidadãos.
Um cadáver de uma passageira alemã permanece a bordo e será transportado para os Países Baixos. A operação é coordenada por Espanha, Países Baixos, OMS e ECDC. Tedros Adhanom Ghebreyesus chega às Canárias para acompanhar o processo.
A OMS confirmou seis casos de hantavírus entre pessoas a viajar no cruzeiro, com oito suspeitos. Três vítimas já faleceram. O barco seguiu da Argentina a Cabo Verde, quando surgiu a alerta por mortes associadas ao hantavírus. A variante detectada é o hantavirus Andes, rara e com potencial transmissão entre pessoas.
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