- O surto de hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius, ancorado ao largo de Cabo Verde, já provocou três mortes.
- Nesta quarta-feira, três pessoas com suspeita de infecção foram retiradas da embarcação; duas outras estão hospitalizadas, uma em Zurique e outra em Joanesburgo.
- A estirpe detetada no doente de Joanesburgo é a Andes, a única conhecida como transmissível entre humanos.
- Os hantavírus são vírus zoonóticos transmitidos principalmente por contacto com urina, fezes ou saliva de roedores infetados, com maior risco em espaços fechados e mal ventilados.
- Não existe tratamento antiviral específico nem vacina; o tratamento é de suporte, com monitorização clínica rigorosa e controlo de complicações respiratórias, cardíacas e renais.
O surto de hantavírus identificado no navio de cruzeiro MV Hondius, ancorado ao largo de Cabo Verde, já provocou três mortes. Nesta quarta-feira, três suspeitos foram retirados da embarcação, enquanto duas pessoas permanecem hospitalizadas, uma em Zurique e outra em Joanesburgo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o caso envolve a estirpe Andes, a única conhecida com transmissão entre pessoas. O ministro da Saúde sul-africano confirmou a presença desta estirpe no doente.
O que são hantavírus
Os hantavírus são vírus zoonóticos, associáveis a roedores reservatórios. A infeção em humanos decorre, sobretudo, da inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores infetados.
Como se transmitem
A transmissão ocorre principalmente pela inalação de poeiras com material contaminado. Pode ainda haver contacto com saliva ou, menos frequentemente, mordeduras. Ambientes fechados aumentam o risco.
Situação atual no Hondius
O navio permanece ancorado perto de Cabo Verde. Três mortes foram registadas e três suspeitos são retirados. A OMS acompanha o surto e orienta monitorização clínica das pessoas expostas.
Quais são as doenças associadas
Nas Américas, o hantavírus pode causar a síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH). Na Europa e na Ásia predomina a febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR).
Sintomas típicos
Os sinais iniciais surgem entre uma e oito semanas após a exposição e incluem febre, dor de cabeça e dores musculares. Em SCPH podem ocorrer tosse, falta de ar e edema pulmonar.
Tratamento e impacto
Não há antiviral específico nem vacina licenciada. O manejo é de suporte, com monitorização rigorosa e controle de complicações respiratórias, cardíacas e renais. A OMS alerta para o diagnóstico precoce ser desafiante.
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