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Governo espanhol insiste na desembarque de passageiros de navio com hantavírus

Governo espanhol mantém desembarque e repatriamento de passageiros do navio com hantavírus nas Canárias, via mecanismo da UE, em confronto com o governo regional

Navio cruzeiro Hondius
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  • O navio Hondius, com hantavírus a bordo, está em Cabo Verde e deve chegar às Canárias dentro de três dias; três pessoas com sintomas já foram retiradas para os Países Baixos.
  • O Governo de Espanha pretende desembarcar as pessoas a bordo e repatriá-las sob o mecanismo europeu de proteção civil, a operação continua a ser apoiada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
  • A região das Canárias contesta a operação, defendendo que o desembarque e repatriamento não é justificado lá e poderia fazer-se em Cabo Verde.
  • Na chegada às Canárias, os passageiros serão reexaminados; se não precisarem de cuidados médicos, serão repatriados; 14 espanhóis a bordo serão transferidos para Madrid para quarentena num hospital militar.
  • Até ao momento há dois casos confirmados de hantavírus, cinco suspeitos e três mortes; o navio tem 149 pessoas, sendo 88 passageiros de 23 nacionalidades; a OMS classifica o risco global como baixo.

O Governo de Espanha mantém a operação de desembarque e repatriação de passageiros do navio com hantavírus nas Canárias, sob o mecanismo europeu de proteção civil. O MV Hondius deverá chegar às Canárias dentro de três dias, após a retirada de três pessoas com sintomas em Cabo Verde.

O navio está em quarentena nas águas de Cabo Verde. A OMS confirma dois casos de hantavírus a bordo e cinco suspeitos, com três mortes relacionadas. A operação envolve transferências para a Espanha e assistência médica conforme necessário.

O Governo central afirma estar em contacto com o governo regional das Canárias, que discorda da escolha de Cabo Verde como ponto de desembarque. Fernando Clavijo questionou acordos com a OMS e o estado sanitário a bordo.

Ação coordenada e âmbito europeu

O ministro da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska, disse que as Canárias são o porto de chegada por oferecer capacidades técnicas e legais da UE para a repatriação, com condições de segurança sanitária.

A OMS indica que as Ilhas são o local mais próximo com infraestrutura para a operação, que envolve também o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) e a coordenação com a OMS.

Detalhes operacionais

A ministra da Saúde, Mónica García, explicou que a operação decorre sob o mecanismo europeu de proteção civil, com garantias de segurança médica, transferência e transporte sem contacto com a população local.

À chegada, os passageiros serão reexaminados. Se não necessitarem de atendimento, seguem para a repatriação. Os 14 espanhóis a bordo serão transferidos para Madrid, onde ficarão em quarentena por até 45 dias.

No total, o navio transporta 149 pessoas, de 23 nacionalidades, com rota entre Ushuaia e as Canárias, via paragens no Atlântico Sul para turismo de observação. O vírus pode causar infecção respiratória grave.

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