- O governo espanhol aceitou acolher o médico do MV Hondius, que se encontra em estado grave por hantavírus, e o transporte será efetuado hoje num avião equipado para assistência médica, no âmbito de uma operação coordenada com a Organização Mundial da Saúde e a União Europeia.
- O navio de cruzeiro encontra-se nas águas de Cabo Verde após detetar casos de hantavírus; Cabo Verde não dispõe de capacidades para gerir a operação, pelo que as Canárias são o destino mais próximo com meios adequados.
- O Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças está a avaliar quem deve ser retirado em Cabo Verde e quem seguirá para as Canárias; a bordo há cento e quarenta e sete passageiros e tripulantes, com sete casos identificados (dois confirmados e cinco suspeitos), incluindo três mortos.
- O protocolo para os restantes passageiros, que não apresentam sintomas, deve ser aplicado à chegada do navio ao arquipélago, num prazo estimado de três a quatro dias, assegurando circuitos sanitários e transporte sem contacto com a população local.
- Além do transporte do médico, a operação prevê o repatriamento de passageiros e tripulantes para os seus países de origem, incluindo vários cidadãos espanhóis, conforme avaliações médicas e epidemiológicas concluídas.
- A OMS também está a rastrear mais de oitenta passageiros de um voo com destino a Joanesburgo, após uma mulher neerlandesa ter morrido por hantavírus; a vítima tinha quarenta e nove anos e viajava num avião da Airlink a 25 de abril.
O governo espanhol autorizou o transporte urgente para as Canárias do médico do MV Hondius, embarcação em águas de Cabo Verde. O navio opera numa operação humanitária coordenada com a OMS e a UE devido ao hantavírus a bordo.
O médico será transferido para as Canárias num avião equipado para assistência médica, ainda hoje, após pedido formal do Governo dos Países Baixos. A transferência integra a resposta internacional ao incidente.
O Hondius partiu da Argentina e encontrou-se com casos de hantavírus durante a travessia do Atlântico. Cabo Verde não possui capacidade para gerir uma operação deste porte, pelo que as Canárias são o ponto de apoio mais próximo.
Ações de resposta e logística
O Ministério da Saúde confirmou a aceitação do acolhimento do médico e a remessa do profissional para as Canárias. Paralelamente, o ECDC está a avaliar quais passageiros devem ser retirados em Cabo Verde ou seguir para as Canárias.
Segundo a OMS, o navio tem 147 passageiros e tripulantes a bordo. Identificaram-se sete casos: dois confirmados, cinco suspeitos; três mortes, um estado crítico e três com sintomas leves. Os primeiros sinais surgiram entre 6 e 28 de abril.
O plano é examinar os restantes passageiros e tripulantes a bordo após a chegada às Canárias, com um protocolo conjunto OMS-ECDC para evitar contacto com a população local. O país promete manter o público informado sobre o protocolo.
Situação epidemiológica e próximos passos
A OMS está a rastrear mais de 80 passageiros de um voo com destino a Joanesburgo, onde uma mulher de 69 anos morreu por hantavírus. A vítima foi retirada da ilha de Santa Elena após apresentar sintomas, confirmou a organização.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores e pela inalação de partículas de excrementos, urina ou saliva secas. A transmissão entre pessoas é rara e geralmente ocorre em contacto próximo e prolongado.
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