- Em 2025, a adesão à higiene das mãos atingiu 82,2% entre os profissionais de saúde, com 530.512 oportunidades observadas e 436.321 ações realizadas.
- O valor de 82,2% representa um aumento sustentado desde 2015, quando a taxa era de cerca de 73%.
- O momento anterior ao contacto com o doente continua a ter a taxa mais baixa, em 75,8%, apesar de a tendência ser de melhoria nos últimos três anos.
- A Directora do PPCIRA, Ana Lebre, afirma que os resultados são encorajadores, mas que é necessário continuar a melhorar para alcançar padrões internacionais.
- A monitorização local é essencial para identificar barreiras específicas e orientar intervenções ajustadas a cada contexto, com o objetivo de tornar a higiene das mãos simples e constante em todos os momentos.
Desde o Dia Mundial da Higiene das Mãos, a adesão dos profissionais de saúde à prática subiu para 82,2% em 2025. O dado foi divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) através do PPCIRA, que monitoriza prevenção de infeções e resistência aos antimicrobianos.
Foram observadas 530.512 oportunidades de higiene das mãos em 2025, com 436.321 ações efetivas. A taxa global de cumprimento registou 82,2%, refletindo um aumento contínuo desde 2015, quando se situava em torno de 73%.
Desempenho por momento e mudanças de prática
A taxa mais baixa ocorre antes do contacto com o doente, em 75,8%. Contudo, há melhoria nos últimos três anos, destacando-se a necessidade de cumprir os cinco momentos de higiene: antes do contacto, antes de procedimentos, após risco de fluidos biológicos, após contacto com o doente e com o ambiente.
Ana Lebre, diretora do PPCIRA, afirma que os resultados são encorajadores e demonstram o empenho das equipas. Ainda assim, refere que cada oportunidade não cumprida representa risco para o cidadão e que o objetivo é melhorar de forma constante.
A responsável sublinha que o ambiente de cuidados de saúde é complexo e que o comportamento humano influencia a adesão. A evidência internacional mostra padrões semelhantes, com variações consoante o contexto local.
Perspetivas para melhoria e monitorização
Lebre aponta que é crucial melhorar a localização dos pontos de higiene, reduzir a carga assistencial e otimizar o fluxo de cuidados. Enfatiza ainda a formação prática e a robustez da cultura de segurança e liderança local.
A responsável destaca que o conhecimento da prática já existe entre os profissionais, mas é necessário criar um sistema que torne o ato simples e possível em todos os momentos, mesmo nos cenários mais exigentes.
Abordagem nacional e impacto local
Existem variações de adesão entre instituições e entre serviços. A monitorização local é essencial para identificar dificuldades específicas e orientar intervenções ajustadas a cada contexto.
A DGS acrescenta que a higiene das mãos é uma das intervenções mais eficazes na prevenção de infeções associadas aos cuidados de saúde e na contenção de resistências antimicrobianas, reconhecidas como grandes ameaças globais.
Desafios e compromissos futuros
O objetivo para 2026 é reforçar a ação, mobilizar profissionais e instituições e manter a higiene das mãos como padrão de qualidade e segurança. As projeções indicam impactos significativos na mortalidade por infeções associadas a cuidados de saúde se as resistências persistirem.
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