- Uma operação inédita está a organizar-se para a chegada do navio de cruzeiro MV Hondius, com surto de hantavírus, prevista para a madrugada de domingo.
- O plano é desembarcar cerca de cem pessoas no porto industrial de Granadilla e levá-las diretamente para o aeroporto de Tenerife Sul, para repatriação em aviões de vários países e da União Europeia.
- Vão ficar a bordo 43 tripulantes, incluindo um cidadão português; na segunda-feira deslocar-se-ão para os Países Baixos, onde o navio está registado.
- A operação envolve isolamento de um percurso de dez quilómetros entre o porto e o aeroporto, com uso de máscaras e equipamentos de proteção sanitária por todos os envolvidos.
- O primeiro-ministro espanhol defendeu o acolhimento como dever moral e legal; a decisão foi contestada pelo Governo regional das Canárias, que permitiu apenas atracar o navio, não entrar no porto. A Organização Mundial da Saúde confirmou o sexto caso ligado ao navio, distinguindo o surto de hantavírus da covid-19.
A operação para o navio de cruzeiro com surto de hantavírus está a chegar ao momento decisivo, com a chegada prevista à madrugada de domingo ao porto industrial de Granadilla, na ilha de Tenerife. O plano prevê desembarcar cerca de 100 pessoas para encaminhamento ao aeroporto Tenerife Sul, visando a repatriação por via aérea. No navio ficam 43 membros da tripulação, incluindo um cidadão português, que na segunda-feira seguirá para os Países Baixos, onde o barco está registado.
A iniciativa é descrita como inédita e de envergadura internacional, com o objetivo de iniciar o controlo sanitário e garantir o retorno seguro dos tripulantes. O percurso entre o porto e o aeroporto será isolado em 10 quilómetros, e todos os envolvidos usarão máscaras e equipamentos de proteção sanitária, segundo informações oficiais.
Desdobramentos e contexto
O Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que aceitar a solicitação da OMS para disponibilizar um porto seguro é um dever moral e legal para os cidadãos, a Europa e o Direito Internacional. O Governo regional das Canárias contestou o acolhimento, permitindo apenas o veleiro ancorado em mar aberto, o que gerou críticas sobre a logística da operação.
A OMS confirmou, no seu relatório, um sexto caso relacionado com a embarcação, pertencente à variante dos Andes, a única estirpe com transmissão entre pessoas. A organização reiterou que se trata de um surto específico e não de uma nova pandemia.
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