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Oito hospitais com equipa de emergência interna falham no sistema de alerta

Oito hospitais com Equipa de Emergência Interna têm falhas no sistema de alerta; SNS propõe linha única de ativação, resposta em menos de três minutos e equipas treinadas

No Serviço de Urgência, os intensivistas devem assegurar avaliação imediata de doentes críticos, gestão do espaço e dos fluxos e encaminhamento rápido para o nível adequado de cuidados
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  • Oito dos trinta e três hospitais com Equipa de Emergência Interna têm falhas no sistema de emergência interna, nos critérios de alerta e nos mecanismos de ativação.
  • O diagnóstico resulta de um inquérito a quarenta e dois diretores de Serviços de Medicina Intensiva, apresentado no âmbito da consulta pública da nova Rede de Referenciação de Medicina Intensiva.
  • Entre as medidas propostas estão a criação de uma linha única de ativação hospitalar (2222), critérios de alerta amplamente disseminados, resposta em menos de três minutos e equipas treinadas com equipamentos normalizados e auditados.
  • No Serviço de Urgência, a avaliação imediata de doentes críticos e o encaminhamento rápido para o nível adequado de cuidados ficam a cargo das equipas de Medicina Intensiva, que gerem a Equipa de Emergência Interna em oitenta e cinco com sete por cento dos casos e a Sala de Emergência em quarenta e sete com seis por cento.
  • A presença da Medicina Intensiva na Sala de Emergência é mais consolidada nos hospitais da antiga Área Regional de Saúde Norte; o grupo defende reforçar o follow-up intra e extra-hospitalar para reduzir sequelas da Síndrome Pós-Internamento em Cuidados Intensivos.

Oito dos 33 hospitais com Equipa de Emergência Interna (SMI), sob gestão de Medicina Intensiva, registaram falhas no sistema de emergência interna, nos critérios de alerta, na comunicação e na ativação, de acordo com um documento divulgado pela Direção Executiva do SNS.

O inquérito, realizado junto de 42 diretores de Serviços de Medicina Intensiva, integrou a consulta pública da Rede de Referenciação Hospitalar de Medicina Intensiva. O período de consulta decorre por 14 dias.

Para enfrentar estas falhas, o grupo de trabalho propõe três pilares: deteção precoce e resposta à deterioração clínica, equipas de emergência interna lideradas por intensivistas e salas de emergência com gestão especializada e protocolos definidos.

Entre as medidas estão uma linha única de ativação hospitalar (2222), critérios de alerta amplamente disseminados, resposta em menos de três minutos e equipas treinadas com equipamentos normalizados e auditados.

No Serviço de Urgência, os intensivistas devem avaliar imediatamente doentes críticos, gerir o espaço e os fluxos e encaminhar para o nível de cuidado adequado.

O inquérito revela que o SMI atua na Equipa de Emergência Interna em 85,7% dos casos e a gere em 78,6%. Em oito hospitais, o sistema está insuficientemente implementado.

A gestão da Sala de Emergência pelo SMI ocorre em 47,6% dos casos, com avaliação inicial e regulação de fluxos em 38,1%.

Segundo o documento, a presença da Medicina Intensiva na Sala de Emergência está mais consolidada nos hospitais da antiga ARS Norte; apenas 1 em 12 não tem atividade nesta área.

O texto alerta para a Síndrome Pós-Internamento em Cuidados Intensivos, que pode originar sequelas após a alta. A incidência pode chegar a 40% a 50% dos sobreviventes, com fatores de risco modificáveis.

Em Portugal, os processos de follow-up estão em expansão, com 78,6% dos SMI a realizar follow-up intra-hospitalar e 85,7% externo. Ainda assim, cerca de 69% dos serviços mantêm follow-up fora de portas incompleto.

O grupo de trabalho defende reforçar as consultas de follow-up intra e extra-hospitalares para reduzir sequelas e apoiar a reintegração de sobreviventes.

A proposta conclui que é urgente criar condições para a gestão da Equipa de Emergência Interna e da Sala de Emergência por equipas de Medicina Intensiva, visando melhoria de acesso, fluxos e segurança do doente.

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