- A asma afeta cerca de 700 mil pessoas em Portugal, segundo Ana Gonçalves, presidente da Associação de Asma Grave.
- Entre 5 a 10% dos asmáticos terão a forma grave da doença, ainda mais subdiagnosticada.
- O diagnóstico da asma grave demora, dificultando a deteção precoce e a gestão das crises.
- Há estigma e pouca literacia sobre a doença; aumentam as unidades multidisciplinares dedicadas à asma.
- O Governo é apelado a reconhecer as incapacidades associadas à asma e a melhorar condições e apoio para quem vive com a doença.
Não há números exatos porque a asma varia entre doentes, mas em Portugal a doença afecta cerca de 700 mil pessoas. A estimativa é feita pelo CM junto de Ana Gonçalves, presidente da Associação de Asma Grave. Entre 5% e 10% da população com asma é considerada grave.
A asma grave é ainda mais subdiagnosticada do que a forma ligeira, e o diagnóstico demora a surgir. A deteção ocorre geralmente depois de esgotar diversos métodos e tratamentos disponíveis.
A crise é marcada pela dificuldade em controlar os sintomas, o que complica o tratamento. Existem indicações de que há menos literacia sobre o tema, apesar do aumento de unidades multidisciplinares dedicadas.
Desafios de diagnóstico e literacia
Segundo a responsável, ainda persiste um estigma associado à doença, com sintomas invisíveis a dificultar o reconhecimento. Muitos pacientes acabam diagnosticados com ansiedade ou cansaço, em vez de asma.
Conclui-se que o Governo pode atuar no reconhecimento das incapacidades associadas à doença. A comparticipação de medicamentos é vista como adequada, mas há pedidos por condições mais favoráveis para quem vive com asma.
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