- Em 2025, o mosquito Aedes albopictus foi detetado em Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra, elevando para 28 o número de concelhos com presença identificada.
- O aumento representa mais 10 concelhos face a 2024, segundo o Relatório REVIVE do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.
- Foram recolhidos mosquitos em 243 concelhos, totalizando 44.123 exemplares de 22 espécies e 48.503 ovos de espécies invasoras.
- A distribuição da espécie alargou-se ao centro do país, com detecção em Condeixa-a-Nova, Covilhã, bem como em Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra.
- Em Madeira, foi detetado o vírus dengue serótipo dois em amostras de Aedes aegypti; nos demais vetores, flavivírus e alfavírus patogénicos foram, na maioria, negativos.
O mosquito vetor de dengue e outras doenças ampliou a sua presença para 28 concelhos em 2025, incluindo Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra. O aumento representa mais 10 concelhos face a 2024, segundo o Relatório REVIVE do Insa.
O relatório, elaborado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e o Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infecciosas, assinala a participação de cinco regiões de saúde do continente e da Madeira na vigilância. Foram realizadas colheitas em 243 concelhos.
Em 2025 foram identificados 44 123 mosquitos de 22 espécies e 48 503 ovos de espécies invasoras. O Aedes albopictus, vetor de dengue, chikungunya, Zika e febre amarela, está presente em 28 concelhos.
Esse mosquito invasor foi detetado pela primeira vez em Portugal em 2017 no Norte, expandiu-se para o Algarve em 2018, ao Alentejo em 2022, e à região de Lisboa em 2023 e ao Centro em 2024. A sua presença cresceu em 2025 no Centro, incluindo Condeixa-a-Nova e Covilhã, bem como em Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra.
Na Madeira, a análise de flavivírus e alfavírus foi negativa na maioria das amostras, mas foi detetado o dengue serótipo 2 em amostras de Aedes aegypti. A espécie está presente na Madeira desde 2005.
O relatório também reporta dados de outros vetores. Nos ixodídeos foram identificados 6.612 exemplares; 2,3% apresentaram Borrelia e 19,7% Rickettsia. Expostos a exemplares exóticos da família Argasidae também foram detetados.
Nos flebótomos, vetores de leishmaniose, foram recolhidos 1.448 exemplares, com a identificação de cinco espécies presentes em Portugal. Foi ainda detetado o flebovírus Toscana, associado a encefalites e meningites, nos concelhos de Pedrógão Grande e Resende.
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