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Aborto aumenta 5% para 18.601 interrupções em 2024

Em 2024 ocorreram 18.601 interrupções da gravidez, mais 5% que em 2023, com a maioria por opção da mulher nas primeiras 10 semanas

97,2% dos abortos são por opção da mulher
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  • Em 2024 foram registadas 18.601 interrupções da gravidez, mais 5% face a 2023, segundo a Direção-Geral da Saúde.
  • O principal motivo foi a opção da mulher nas primeiras 10 semanas (18.079 IG, 97,2%), seguido de grave doença ou malformação do nascituro (433, 2,3%).
  • A taxa bruta de IG na população feminina em idade fértil foi de cerca de 830 por 100 mil mulheres, com aumento de cerca de 4% em relação a 2023; a razão por nados-vivos foi de ~220 por 1.000 nados-vivos, +6%.
  • Foram registados 32 estabelecimentos a realizar IG por opção da mulher em 2024, com início no litoral alentejano e retoma no Tâmega e Sousa.
  • A maioria das IG por opção aconteceu no setor público (67,6%); o método medicamentoso predominou (77,5%), sendo 97,7% no setor público e 64,7% cirúrgico no privado; a faixa etária com maior taxa foi 20-24 anos (1.633 por 100 mil), menor em 40-49 anos (157).

Em 2024, o total de interrupções da gravidez (IG) registadas foi de 18 601, um aumento de cerca de 5% face a 2023, segundo a Direção-Geral da Saúde. O principal motivo manteve-se a IG por opção da mulher nas primeiras 10 semanas, com 18 079 casos (97,2%). O segundo motivo mais frequente continua a ser grave doença ou malformação congénita do nascituro (433 casos, 2,3%).

A taxa bruta de IG na população feminina em idade fértil (15-49 anos) rondou 830 por 100 000 mulheres, mais 4% que em 2023. A razão do total de IG por nados-vivos foi de 220 por 1 000 nados-vivos, aumentando cerca de 6% face ao ano anterior. Estes valores refletem uma manutenção de padrões de prática na região.

32 estabelecimentos registaram IG por opção da mulher em 2024, menos um do que em 2023. Pelas primeiras vezes houve atividade no Litoral Alentejano, e houve retomação no Tâmega e Sousa. A maioria das IG por opção ocorreu no sector público (67,6%), com queda de 0,9 pontos percentuais no privado.

Mudanças no acesso e nos métodos

A maior parte das IG por opção da mulher foi realizada com acesso direto ao estabelecimento de saúde (53,9%). Nos últimos dois anos, a percentagem de IG encaminhadas por hospitais públicos e registadas em instituições privadas manteve-se acima do período anterior. O método mais utilizado no âmbito da opção foi o medicamentoso (77,5%).

No sector público, o método medicamentoso predominou (97,7% das IG por opção). No sector privado, 64,7% das IG por opção foram cirúrgicas, assistindo ao nível mais baixo de este tipo de intervenção desde o início da compilação de dados, com uma redução de 16,9 pontos percentuais face a 2023.

Os tempos de espera para a consulta prévia ficaram, em média, em 2,8 dias, com mediana de 1 dia. Entre a consulta prévia e a IG por opção da mulher, a média foi de 6,2 dias (mediana de 6 dias). A idade gestacional média manteve-se estável em torno de 7 semanas.

Ao longo dos anos, verificou-se estabilidade na idade gestacional ao realizar IG, mantendo-se nos 7 semanas. Em 2024, 90,4% das mulheres que realizaram IG por opção da mulher optaram por um método contracetivo posteriormente, com um ligeiro aumento face a 2023.

Quanto aos tipos de contracetivos escolhidos, 36% optaram por métodos de longa duração (DIU, implante, laqueação). Este indicador assistiu a um pequeno aumento em relação a 2023.

A taxa de IG por opção da mulher foi mais elevada entre as pessoas com idades entre os 20 e os 24 anos (1 633 por 100 000 mulheres) e mais baixa entre as de 40 a 49 anos (157 por 100 000). Além disso, 39,6% das IG por opção da mulher ocorreram em mulheres de nacionalidade não portuguesa. Nos últimos cinco anos, observa-se um aumento da participação de mulheres não portuguesas no total de IG.

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