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Mil denúncias por procedimentos estéticos realizados por não habilitados

ASAE instaurou mais de 240 processos-crime nos últimos sete anos e a ERS suspendeu a atividade de 19 estabelecimentos em três anos, por procedimentos estéticos realizados por não habilitados

Procedimentos estéticos se realizados por pessoas não habilitadas podem ser perigosos
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  • Nos últimos nove anos, as autoridades receberam cerca de mil denúncias sobre procedimentos estéticos realizados por pessoas não habilitadas.
  • Nos últimos sete anos, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) instaurou mais de 240 processos-crime por usurpação de funções relacionados com atos médicos praticados por pessoas não habilitadas.
  • A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) mandou suspender a atividade de 19 estabelecimentos de cuidados de saúde em três anos, na maioria por profissionais não habilitados para procedimentos na área da estética.
  • Este ano foram instaurados 13 processos-crime no âmbito deste tema.
  • Em quatro anos, a ERS recebeu quase quatrocentas denúncias ou exposições e efetuou 204 ações de fiscalização, com 82 ações no ano passado.

Ao longo de nove anos, autoridades nacionais receberam quase mil denúncias sobre procedimentos estéticos realizados por pessoas não habilitadas. A aplicação de botox ou ácido hialurónico pode causar infecções graves ou necrose de tecidos, alerta o setor.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) instaurou mais de 240 processos-crime por usurpação de funções, relacionados com atos médicos praticados por quem não está habilitado. Paralelamente, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) suspendeu a atividade de 19 estabelecimentos em três anos.

A campanha “Não é só estética. É saúde” junta ainda o Infarmed e a Direção-Geral do Consumidor (DGC), com foco na prevenção e na responsabilização de agentes. No último ano, foram abertos 13 processos-crime.

Quem está envolvido

Profissionais de saúde, organizações de classe e consumidores estão entre os agentes que denunciam situações de risco. As entidades envolvidas destacam uma preocupação crescente com procedimentos invasivos praticados por não habilitados.

Entre 2021 e 2025, a ERS recebeu 438 pedidos de informação sobre habilitações e requisitos legais para este tipo de atividade. Em fiscalização, a ERS realizou 204 ações nos últimos quatro anos, 82 só em 2025.

O que está em causa

Os relatos indicam que muitos estabelecimentos de estética, cabeleireiros e clínicas não especificadas promovem procedimentos médicos. O risco envolve alterações vasculares, nervosas ou teciduais com consequências graves.

A ERS, ASAE e Infarmed já desenvolveram fiscalizações conjuntas. Entre 2023 e 2025, foram 49 procedimentos partilhados que visaram identificar irregularidades e melhorar a segurança dos utentes.

Contexto e impactos

Verificam-se ordens de inibição em casos de prática não autorizada, com aumento em 2025 face a 2024. A suspensão de atividade é usada para impedir danos graves à saúde pública.

No que toca a prevenção, as autoridades reforçam que apenas profissionais habilitados devem realizar procedimentos estéticos invasivos. Falhas incluem ausência de higiene, rastreabilidade de produtos e planos de acompanhamento.

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