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Calor extremo coloca Portugal e Espanha entre os mais vulneráveis à saúde

Lancet Countdown alerta que Portugal, pese reduzir emissões, continua entre os países mais vulneráveis ao calor extremo e aos impactos na saúde

Relatório analisa 44 indicadores sobre a forma como as alterações climáticas estão a afectar a saúde das populações na Europa
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Portugal e Espanha aparecem como os países europeus mais vulneráveis ao calor extremo, segundo o Lancet Countdown in Europe 2026. O relatório analisa 44 indicadores sobre saúde e alterações climáticas em 53 países, com dados até 2025, e aponta vias de resposta políticas. Portugal é referência pela redução de emissões, mas mantém alta exposição a riscos climáticos.

O estudo mostra que quase toda a Europa registou mais mortes associadas ao calor entre 2015 e 2024 face ao período 1991-2000. Em Portugal, os padrões de risco ao calor, a incidência de doenças infecciosas sensíveis ao clima e o aumento de incêndios florestais evidenciam impactos na saúde, mesmo com ganhos na transição energética.

Ponto de viragem e políticas de saúde

Luís Campos, presidente do CPSA, sublinha que a última década foi a mais quente já registada e alerta para consequências imprevisíveis caso ocorram pontos de viragem climáticos. O CPSA defende uma integração entre saúde e ambiente e a implementação de planos de adaptação já lançados na COP30, com foco na organização de estruturas e comunicação pública.

Desigualdade, secas e transporte

O relatório evidencia que pessoas com baixos rendimentos enfrentam maior insegurança alimentar devido a calor e secas. No sul da Europa, o risco de incêndios e de mortalidade por calor é superior entre comunidades mais desfavorecidas. A análise também aponta como o setor dos transportes não reduziu significativamente as emissões desde 1990.

Energia renovável e emissões

Entre as notas positivas, Portugal aparece entre os países com maior aumento da quota de energia renovável em 2023, com reduções de emissões de combustíveis fósseis em vários países. Contudo, os subsídios aos combustíveis fósseis manteram-se elevados, acompanhando a subida dos precios da energia após a crise energética.

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