- A Ordem dos Enfermeiros enviou, no início de Fevereiro, um ofício à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, propondo um modelo de acompanhamento para cerca de 1,6 milhões de utentes sem médico de família no SNS.
- Propõem ampliar a atribuição de enfermeiro de família, independentemente de terem ou não médico atribuído.
- Defendem que os enfermeiros de família devem gerir doença crónica e tratar episódios agudos de baixa complexidade.
- Argumentam que a medida pode reduzir a pressão sobre serviços de urgência e consultas de elevada procura.
- A proposta não deverá agradar à Ordem dos Médicos.
A Ordem dos Enfermeiros (OE) enviou no início de Fevereiro um ofício à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, propondo um modelo de acompanhamento para cerca de 1,6 milhões de utentes sem médico de família no SNS. A medida pretende ampliar a atuação dos enfermeiros de família.
A proposta defende que os enfermeiros de família possam gerir a doença crónica e tratar episódios agudos de baixa complexidade, mesmo sem médico responsável. O objetivo é reduzir a pressão sobre os serviços de urgência e sobre as consultas de alta procura.
A OE assegura que a iniciativa pode melhorar o acompanhamento de pacientes com doença crónica e aumentar a eficiência do sistema. A proposta pode não encontrar aceitação na Ordem dos Médicos, que já mostrou reservas em relação a mudanças de atribuições.
Contexto institucional
Portugal enfrenta uma população envelhecida e uma elevada carga de doença crónica, o que sustenta a defesa da medida pela OE. O modelo proposto envolve uma maior autonomia clínica para enfermeiros de família no acompanhamento contínuo de pacientes.
Envolvidos e próximos passos
Além da ministra Ana Paula Martins, a OE também está a apresentar dados e argumentos para sustentar a necessidade de reformas no SNS. O Governo ainda não divulgou tomada de posição oficial sobre a proposta apresentada.
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