As equipas de dermatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vão devolver ao Estado mais de 818 mil euros. O montante corresponde a pagamentos indevidos por cirurgias adicionais, detetados pela IGAS.
A auditoria revelou que, numa amostra de 511 cirurgias realizadas entre 2021 e 2025, foram efetuados pagamentos superiores a 901 mil euros. Do total apurado, 818.756,11 euros são considerados indevidos, com base nas autorizadas de pagamento dos membros dos conselhos de administração.
A IGAS vai acompanhar a reposição dos valores, cujo processo já está em curso pela instituição. A finalidade é assegurar que a unidade adote procedimentos para devolver integralmente o montante aos cofres públicos, podendo o caso ser comunicado ao Tribunal de Contas.
Em fevereiro, o semanário Expresso já tinha avançado que a devolução incidia sobre toda a equipa da dermatologia do hospital, fundamentada nas recomendações da IGAS e em auditorias internas sobre a produção cirúrgica adicional.
O desencadeamento do caso teve como origem uma reportagem da CNN sobre ganhos superiores a 700 mil euros por 500 cirurgias adicionais. O médico envolvido, Miguel Alpalhão, já não trabalha no Santa Maria e apresentou a demissão após alegações de tratamento que descreveu como humilhante.
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