Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Equipas de dermatologia do Santa Maria obrigadas a devolver 818 mil euros ao Estado

Equipes de dermatologia do Hospital de Santa Maria devolvem 818 756,11 euros ao Estado por pagamentos indevidos de cirurgias adicionais, aponta a IGAS

Equipas de dermatologia terão de devolver mais de 800 mil euros por cirurgias adicionais
0:00
Carregando...
0:00
  • A IGAS confirmou que, numa amostra de 511 cirurgias realizadas entre 2021 e 2025, foram pagos aos profissionais mais de 901 mil euros, dos quais 818.756,11 euros foram pagos indevidamente.
  • Os pagamentos indevidos resultam de autorizações de pagamento dos membros dos conselhos de administração da Unidade Local de Saúde de Santa Maria.
  • A IGAS vai acompanhar a reposição dos montantes apurados e pode eventualizar o envio do caso ao Tribunal de Contas para obrigar a devolução pelos profissionais envolvidos.
  • Em fevereiro, o semanário Expresso já tinha notícia de uma imposição de devolução de verbas desde 2021 a toda a equipa de dermatologia do hospital, com base em auditorias internas e recomendações da IGAS.
  • O caso ganhou atenção após uma reportagem da CNN sobre ganhos superiores a 700 mil euros por 500 cirurgias adicionais, associadas ao dermatologista Miguel Alpalhão, que já não trabalha no Santa Maria.

As equipas de dermatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vão devolver ao Estado mais de 818 mil euros. O montante corresponde a pagamentos indevidos por cirurgias adicionais, detetados pela IGAS.

A auditoria revelou que, numa amostra de 511 cirurgias realizadas entre 2021 e 2025, foram efetuados pagamentos superiores a 901 mil euros. Do total apurado, 818.756,11 euros são considerados indevidos, com base nas autorizadas de pagamento dos membros dos conselhos de administração.

A IGAS vai acompanhar a reposição dos valores, cujo processo já está em curso pela instituição. A finalidade é assegurar que a unidade adote procedimentos para devolver integralmente o montante aos cofres públicos, podendo o caso ser comunicado ao Tribunal de Contas.

Em fevereiro, o semanário Expresso já tinha avançado que a devolução incidia sobre toda a equipa da dermatologia do hospital, fundamentada nas recomendações da IGAS e em auditorias internas sobre a produção cirúrgica adicional.

O desencadeamento do caso teve como origem uma reportagem da CNN sobre ganhos superiores a 700 mil euros por 500 cirurgias adicionais. O médico envolvido, Miguel Alpalhão, já não trabalha no Santa Maria e apresentou a demissão após alegações de tratamento que descreveu como humilhante.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais