- Portugal comprou 20.000 doses de vacinas contra a Dermatose Nodular Contagiosa (DNC) em bovinos, mas pretende que nunca sejam usadas.
- O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, disse que a doença se pretende erradicar e que não pode haver vacina sem foco, justificando a compra como prevenção.
- A Fenapecuária pediu resposta preventiva robusta, com controlo, monitorização de efetivos e medidas de biossegurança após focos detetados em Espanha.
- Em Portugal não há casos de DNC, embora a água acumulada possa favorecer a proliferação de insetos transmissores, segundo a DGAV.
- A vacinação é permitida apenas de forma emergencial em zonas de restrição ou áreas confinantes; a DNC afeta bovinos e alguns ruminantes, é causada por um vírus da família Poxviridae e tem mortalidade em torno de 10%.
Portugal comprou 20.000 doses de vacinas contra a Dermatose Nodular Contagiosa (DNC), doença que afeta bovinos. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, durante uma audição na Comissão de Agricultura e Pescas. O objetivo é evitar o uso, uma vez que se pretende erradicar a doença quando não há foco.
A Fenapecuária pediu uma resposta preventiva robusta após detecções de focos em Espanha, em 13 de março. A associação alerta para o risco de entrada da DNC em Portugal e solicita reforço imediato de vigilância, biossegurança e planos de contingência, especialmente em eventos com concentração ou movimentação de animais.
Em fevereiro, a DGAV reiterou que não existem casos de DNC em Portugal, embora a água acumulada favoreça a proliferação de insetos. Mantém-se o reforço da vigilância clínica e não há alterações à circulação de animais.
A vacinação preventiva não é possível. A vacinação só pode ocorrer de forma de emergência em zonas de restrição ao redor do foco confirmado ou em áreas contíguas ao foco.
A DNC, que afeta bovinos e algumas espécies de ruminantes selvagens, é causada por um vírus da família Poxviridae. Transmissão ocorre por insetos como moscas, mosquitos e carraças, bem como por contacto direto entre animais ou via água e alimento contaminados.
Entre os sinais clínicos aparecem febre, anorexia, salivação excessiva, corrimento oculo-nasal, queda na produção de leite e perda de peso. Lesões cutâneas podem surgir na forma de nódulos. A taxa de mortalidade situa-se em torno de 10%.
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