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Ex-ministro Pizarro: Força Aérea não pode assegurar serviço de emergência médica

Manuel Pizarro afirma que a Força Aérea não pode assegurar helicópteros de emergência médica 24 horas por dia, dada a necessidade de quarenta pilotos por aeronave

Manuel Pizarro, na qualidade de ministro da Saúde, de Setembro de 2022 a Março de 2024, foi ouvido esta tarde na Assembleia da República
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  • O ex-ministro Manuel Pizarro afirmou ser impossível a Força Aérea assegurar helicópteros de emergência médica 24 horas por dia, alegando que, para operar quatro aeronaves, são necessários cerca de 40 pilotos.
  • Disse que, mesmo com o tempo, não haverá 40 pilotos de helicópteros para colocar em cada base do país, estimando que seriam necessários nove a dez pilotos por aeronave.
  • A Força Aérea vai dispor de quatro novos helicópteros Black Hawk, num investimento de cerca de 32 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para operações de emergência médica.
  • Atualmente, o serviço é prestado por uma empresa privada, com helicópteros 24 horas por dia, num contrato de 77,5 milhões de euros que vigora até 2030.
  • Pizarro afirmou ter mantido contacto direto com os sindicatos durante a sua atuação no Governo e garantiu que, se ainda fosse ministro, não teria acontecido a greve de outubro e novembro de 2024 no INEM.

O ex-ministro da Saúde Manuel Pizarro afirmou que é impossível a Força Aérea assegurar o serviço de helicópteros de emergência médica 24 horas por dia. Durante a comissão parlamentar de inquérito ao INEM, explicou que para operar quatro aeronaves seriam necessários cerca de 40 pilotos.

Pizarro lembrou que, quando foi secretário de Estado em 2008-2009, houve a criação do serviço de helicópteros de emergência médica em parceria com a Força Aérea, mas hoje considera inviável manter essa operação na totalidade. Questionou se seria viável ter nove a dez pilotos por aeronave, por semana, em todo o país, e afirmou que esse cenário não é realista hoje nem na próxima década.

Força Aérea e helicópteros

O ex-ministro citou a aquisição futura de quatro helicópteros Black Hawk, com custo próximo de 32 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência. O objetivo é servir operações de emergência médica, além de outras missões, segundo o Ministério da Defesa. Atualmente, o serviço é prestado por uma empresa privada que opera 24 horas por dia nas quatro bases do INEM, num contrato de 77,5 milhões de euros válido até 2030.

Greve do INEM e relação com sindicatos

Pizarro insistiu que, durante o seu mandato entre 2022 e 2024, manteve contacto direto com os dirigentes sindicais, o que (alega) contribuiu para evitar situações semelhantes às ocorridas no final de 2024, quando houve greve dos técnicos. Garantiu ter acompanhado de forma constante as matérias, revelando ter telefonado aos sindicatos para mitigar impactos.

Ao apresentar o quadro, o ex-governante reconheceu falhas ao INEM, mas sustentou que a instituição permanece entre as melhores a nível internacional, com profissionais que asseguram respostas rápidas e qualificadas à população. Registaram-se, durante a greve de outubro a novembro de 2024, mortes associadas a atrasos no socorro, conforme a avaliação da IGAS, elevando a pressão sobre o sistema de emergência pré-hospitalar.

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