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Fecharam mais duas unidades de cuidados continuados por subfinanciamento

ANCC alerta para o fecho de mais duas unidades de cuidados continuados na região de Lisboa por subfinanciamento, e critica o atraso na atualização de preços

José Bourdain, Presidente da ANCC
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  • Em março fecharam pelo menos duas unidades de cuidados continuados na região de Lisboa: União Mutualista — Acreditar (cerca de 25 camas) e Casa dos Marcos — Raríssimas (unidade pediátrica para doenças raras).
  • A ANCC aponta que os encerramentos devem-se ao subfinanciamento, com custos de funcionamento acima dos valores atualizados, mesmo após aumentos salariais.
  • A adenda ao compromisso com o setor social para 2026 foi assinada, mas o primeiro-ministro prometeu uma lei de finanças com atualização automática de preços e ainda não cumpriu.
  • As unidades encerradas ficam na margem sul, na região de Lisboa e Vale do Tejo, área mais necessitada, associando o fecho ao colapso do PRR para criar mais 2.000 camas.
  • A adenda prevê reforços de 440 milhões de euros para creches, lares e centros de dia e noite; para idosos, atualizações de 9,5% nas ERPI e 10% nos centros de dia e de noite.

A Associação Nacional dos Cuidados Continuados (ANCC) alertou esta quarta-feira para o fecho de mais duas unidades na região de Lisboa. O anúncio surge numa altura em que a adenda ao compromisso com o setor social para 2026 ainda não refletiu o financiamento necessário.

Segundo José Bourdain, presidente da ANCC, em março fecharam-se duas unidades da região: a União Mutualista — Acreditar, com cerca de 25 camas, e a Casa dos Marcos — Raríssimas, dedicada a cuidados pediátricos para doenças raras.

A ANCC afirma que os encerramentos devem-se a custos de funcionamento superiores aos financiamentos recebidos. O responsável recorda aumentos salariais em janeiro e o custo de vida, sem atualização de preços para o setor.

Em nota enviada à Lusa, a associação denuncia a falha na atualização prevista pela adenda assinada recentemente entre o Estado e o setor social. O primeiro-ministro prometeu uma lei com atualização automática de preços para o setor social, mas não a cumpriu.

A ANCC aponta que os fechos ocorrem numa região já marcada pela carência de vagas, destacando que a área da grande Lisboa e Vale do Tejo é a mais necessitada. A associação refere ainda o impacto do colapso do PRR na construção de camas adicionais.

No final de 2023 e início de 2024, a ANCC já tinha anunciado o encerramento de cerca de 100 camas por subfinanciamento. A adenda da nova medida prevê 440 milhões de euros para creches, lares e centros de dia e noite nos próximos dois anos.

Para as estruturas de apoio aos idosos, a atualização prevista foi de 9,5% para as ERPI e 10% para centros de dia e de noite. Em criação de rede de infância, a atualização é de 6,9% para as creches.

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