A pornografia está a afetar cada vez mais jovens, aponta o debate entre psicólogos e associações. Embora não reconhecida formalmente como dependência, a procura de ajuda tem aumentado e a exposição de crianças é cada vez maior. Especialistas destacam a necessidade de resposta educativa e clínica.
Frederico, que prefere manter o anonimato, começou a usar pornografia aos 12 anos. Inicialmente esporádico, tornou-se parte da rotina até somar largas horas diárias. Hoje tem 29 anos e conta que só mais tarde reconheceu que o consumo passava a ser obsessivo.
João começou aos 10, com uma prática rápida de curiosidade que evoluiu para um hábito mais estruturado. Os episódios mais críticos chegaram a alcançar várias horas de consumo seguidas, segundo relatos recolhidos pela reportagem.
Contexto e impactos
Especialistas explicam que a transição para o consumo diário coincidia com dificuldades pessoais. A família de Frederico enfrentou problemas financeiros, separação dos pais e a mãe teve de emigrar quando ele ainda era menor de idade, o que agravou o contexto de vulnerabilidade.
Atenção clínica tem vindo a aumentar, com psicólogos a observar que crianças e jovens ficam expostos a conteúdos cada vez mais cedo. O fenómeno é acompanhado por pedidos de apoio que refletem preocupações sobre saúde mental, autoestima e relações interpessoais.
Entre na conversa da comunidade