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Perdão pode trazer benefícios para a saúde, segundo estudos

Estudo de Harvard com 207 mil participantes em 23 países associa o perdão a menor depressão e maior bem-estar, fortalecendo relações sociais

Imagem de contexto do artigo Perdão pode ser mais saudável do que o que se pensa
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  • Estudo de Harvard, com mais de 207 mil participantes de 23 países, associa o perdão a menor depressão e a relações sociais mais equilibradas.
  • A investigação realizou-se em duas etapas: recolha de dados iniciais e, um ano depois, avaliação de mudanças.
  • Quem perdoa com mais frequência tende a sentir mais gratidão e generosidade, além de relações mais estáveis.
  • África do Sul apresentou os níveis mais altos de perdão; Japão e Turquia ficaram entre os mais baixos; a amostra não incluiu Portugal e tinha 51% de mulheres.
  • Os resultados foram publicados na revista npj Mental Health Research; o estudo continua para explorar efeitos a longo prazo e em áreas mais profundas da saúde mental.

Foram analisados dados de mais de 200 mil adultos de 23 países, num estudo da Universidade de Harvard sobre os efeitos do perdão na saúde mental. A investigação decompõe-se em várias temáticas, incluindo emoções, qualidade de vida e bem-estar psicológico.

O estudo acompanhou participantes ao longo de uma segunda avaliação, um ano após a primeira fase, para medir alterações que possam decorrer do perdão. A equipa pretende avançar com novas fases para aprofundar os impactos a longo prazo.

Resultados preliminares sugerem que o perdão se associa a menor depressão, maior bem-estar e maior satisfação pessoal. O comportamento de perdoar pode influenciar a forma como lidamos com conflitos quotidianos, apontam os investigadores.

Contexto e interpretação

Os investigadores destacam que pessoas que perdoam tendem a ser mais gratas e generosas, com maior propensão para ajudar os outros. Contribui para relações mais estáveis e para uma maior coesão social, segundo a análise.

A investigação abrange 23 países, com amostra distribuída quase igualmente entre homens e mulheres, e com os níveis de perdão variando entre continentes. A África do Sul registou os valores mais altos, enquanto Japão e Turquia apresentaram os índices mais baixos.

Observações finais

Os autores lembram que o contexto pessoal é decisivo e não deve ser desvalorizado na leitura dos resultados. O estudo continua em curso para explorar efeitos em comportamentos a longo prazo e em áreas mais profundas da saúde mental.

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