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50 manifestantes no Ministério da Saúde pela continuidade das urgências obstétricas

Manifestantes exigem a continuação das urgências de ginecologia e obstetrícia e maior investimento público no SNS, com entrega de moção ao Ministério da Saúde

Cinco dezenas manifestaram-se em Lisboa pela continuidade das urgências de obstetrícia
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  • Cerca de cinquenta pessoas manifestaram-se este sábado em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, pela continuidade das urgências de ginecologia e obstetrícia e pela defesa do Serviço Nacional de Saúde.
  • O protesto encerra uma semana de luta do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos, que exige maior investimento no SNS.
  • O movimento acusa o Governo de transferir o SNS para o setor privado, com suborçamentação da saúde, mencionando situações em Vila Franca de Xira, Barreiro e Abrantes.
  • Entre os manifestantes esteve Madalena Gomes, de Vila Franca de Xira, que destacou a falta de médico de família na região.
  • No final, o movimento entregou uma moção com cinco exigências: investir no SNS, reforçar orçamentos, manter os cuidados de saúde primários públicos, garantir equipas de saúde familiar a todos e abrir todas as urgências de obstetrícia e ginecologia em todos os hospitais.

Cerca de 50 pessoas concentraram-se este sábado frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para defender a continuidade das urgências de ginecologia e obstetrícia e o Serviço Nacional de Saúde (SNS). O protesto encerrou uma semana de ações promovidas pelo Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), que exige maior investimento público.

Os utentes afirmaram que as medidas do governo têm levado a uma perda de valências em várias regiões, nomeadamente Vila Franca de Xira, Barreiro e Abrantes. A crítica central é que o SNS está a ser transferido para o setor privado devido ao subfinanciamento.

Entre os participantes esteve Madalena Gomes, de 59 anos, de Alverca do Ribatejo. Acompanhada por outras utentes da região, a funcionária de família indicou que na área há, segundo o seu testemunho, muitos utentes sem médico de família e poucas consultas disponíveis, obrigando deslocações longas.

No final da ação, o MUSP entregou no Ministério da Saúde uma moção com cinco exigências: mais investimento no SNS, reforço orçamental na área da saúde, continuidade dos cuidados de saúde primários públicos, garantia de equipas de saúde familiar para todos os utentes e abertura de todas as urgências de obstetrícia e ginecologia nos hospitais.

A organização sustentou que, com as políticas atuais, o acesso universal a cuidados preventivos, curativos e de reabilitação está comprometido. O objetivo é fortalecer um sistema público forte, universal e de qualidade para todos.

O MUSP reiterou a necessidade de travar a privatização da saúde e de reforçar salários, carreiras e recursos humanos no setor. O protesto foi descrito como parte de uma ofensiva mais ampla pela valorização do SNS.

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