Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Rastreio do cancro do pulmão inicia nas ULS Gaia/Espinho e Santa Maria

Pilotos de rastreio do cancro do pulmão arrancam nas ULS Gaia/Espinho e Santa Maria, financiados pela ACSS, com avaliação de expansão nacional

Cancro do pulmão é a principal causa de morte por doença oncológica e o diagnóstico precoce é determinante para melhorar a sobrevivência
0:00
Carregando...
0:00
  • Rastreio do cancro do pulmão arranca em duas ULS: Gaia/Espinho e Santa Maria (Lisboa), com pilotos financiados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).
  • O financiamento vem do imposto sobre o tabaco; 2% da receita destina‑se a políticas de prevenção e controlo do tabagismo, integrado nos contratos‑programa com os estabelecimentos de saúde.
  • A Direção-Geral da Saúde (DGS) define os critérios de elegibilidade, protocolos de rastreio e de diagnóstico, com coordenação e monitorização asseguradas pela Direção Executiva do SNS (DE-SNS).
  • O programa prevê uso de tomografia computorizada de baixa dose, circuitos assistenciais estruturados e ligação com programas de cessação tabágica; o período de execução é de 12 meses.
  • Ao final, será elaborado um relatório de avaliação com eventual expansão nacional, a entregar à ministra da Saúde no prazo de três meses após o término dos pilotos.

O rastreio do cancro do pulmão arranca nas ULS Gaia/Espinho e Santa Maria, em Lisboa. O SNS inicia dois projetos-piloto com base em termos de referência da DGS, e o despacho entra em vigor já na sexta-feira.

Os projetos vão ser desenvolvidos nas unidades Gaia/Espinho e Santa Maria, com possibilidade de alargamento a outros estabelecimentos do SNS via despacho do diretor executivo. Podem também ocorrer parcerias com entidades públicas ou privadas.

O financiamento é assegurado pela ACSS, através da receita do imposto sobre o tabaco, com 2% destinada a prevenção e controlo do tabagismo. A coordenação é da DE-SNS, com as ULS a operacionalizarem os projetos.

A DGS, em articulação com a DE-SNS, avaliará clínica, epidemiologia e organização dos pilotos, e elaborará um relatório final. A DE-SNS apurará a execução anual para encerramento de contas dos contratos-programa.

O relatório final deve ser apresentado à ministra da Saúde no prazo de três meses após o término de 12 meses de execução, contendo se há condições para expansão nacional.

O Ministério da Saúde ressalta que o cancro do pulmão é a principal causa de morte oncológica, com forte relação ao tabagismo, e que o diagnóstico precoce aumenta a sobrevivência e reduz a carga sobre o sistema de saúde.

A iniciativa surge de uma recomendação europeia de novembro de 2022, que incentivou pilots em Estados-membros. Países da UE têm testado programas organizados para grupos de maior risco, com resultados promissores na redução da mortalidade.

Ainda não existe consenso internacional sobre o modelo ideal de rastreio populacional, incluindo elegibilidade, periodicidade e integração com programas de cessação tabágica. Os pilotos seguem diretrizes da DGS com base na melhor evidência disponível.

Entre as medidas previstas estão a tomografia computorizada de baixa dose, critérios de elegibilidade, circuitos assistenciais estruturados e articulação com programas de cessação tabágica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais