- O ex-presidente do INEM, Instituto Nacional de Emergência Médica, Sérgio Janeiro, afirmou que o apagão de 28 de abril de 2025 evidenciou fragilidades estruturais nas comunicações, dependentes das redes comerciais, levando o instituto a adquirir tecnologia por satélite Starlink.
- Foram apresentadas propostas para reforçar o sistema, incluindo uma estrutura de coordenação no setor da Saúde, maior redundância das comunicações com soluções por satélite e redes dedicadas, e a criação de um Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de backup junto da central 112.
- O INEM passou a usar Starlink para comunicação alternativa; no dia do apagão, o sistema telefónico e informático não falhou, mas houve cerca de 20 minutos de indisponibilidade na linha 112, não sendo responsabilidade do instituto.
- Registaram-se constrangimentos nas comunicações móveis; a passagem de dados para o CODU e a ativação de meios de socorro passaram a depender da rede Siresp (Sistema de redes de emergência), que também apresentou falhas no dia.
- Em termos de autonomia energética, os geradores arrancaram automaticamente; com as medidas adotadas, o INEM poderia ter entre três e quatro dias de autonomia com o combustível disponível, tendo sido ativada uma rede de abastecimento de emergência para reforço de combustível.
O ex-presidente do INEM, Sérgio Janeiro, afirmou que o apagão energético de abril de 2025 expôs fragilidades estruturais nas comunicações, dependentes de redes comerciais sem redundância. O instituto passou a recorrer a tecnologia por satélite Starlink para assegurar a comunicação.
Durante o grupo de trabalho sobre o apagão, da comissão parlamentar de Ambiente e Energia, Janeiro revelou propostas para reforçar o sistema. Entre elas estavam uma estrutura de coordenação no setor da Saúde e maior redundância das comunicações, com soluções por satélite e redes dedicadas.
Foram também apresentadas medidas para reforçar o CODU de backup junto da central 112 e a proteção de pessoas com equipamentos médicos em casa. O objetivo é manter comunicação e coordenação, mesmo com falhas das redes convencionais.
O ex-presidente explicou que, no dia do apagão, o sistema telefónico e informático do INEM não falhou, mas houve uma interrupção temporária de cerca de 20 minutos na linha 112, que não é responsabilidade do INEM, apenas uma consequência da crise.
A partir do incidente, registaram-se constrangimentos na comunicação móvel, levando à passagem de dados para o CODU pela rede Siresp, que também enfrentou falhas no dia do evento. As antenas do Siresp deixaram de ser alimentadas, segundo Janeiro.
Quanto à autonomia energética, o ex-presidente assegurou que os geradores arrancaram automaticamente. Não houve queda de energia nas instalações do INEM, e, com as medidas implementadas, a autonomia pode chegar a entre três e quatro dias, com o combustível disponível.
Foi ativada a rede de abastecimento de emergência, contratualizada para reforçar o combustível ao início da tarde. O tempo médio de atendimento das chamadas manteve-se em torno de 40 segundos, segundo Sérgio Janeiro.
Em 28 de abril de 2025, o apagão na Península Ibérica deixou milhões sem iluminação e acesso a transportes e serviços. Em Portugal, o incidente iniciou-se por volta das 11h33, com origem no país vizinho.
Peritos europeus, em março, concluíram que o evento resultou de múltiplos fatores técnicos, sem atribuir responsabilidades legais. O painel de 49 especialistas classificou-o como o apagão elétrico mais grave na Europa em mais de duas décadas.
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