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Congresso discute ambiente e saúde: 1 em cada 4 mortes ligadas ao ambiente

Lisboa recebe congresso que liga um quarto das mortes globais ao ambiente, debaterá literacia, educação profissional e soluções da economia circular na saúde

No congresso de dois dias, os participantes vão também discutir a necessidade de se melhorar a literacia do público e a educação dos profissionais em relação ao impacto das alterações climáticas na saúde
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  • O 2.º Congresso Nacional de Saúde e Ambiente realiza-se em Lisboa, durante dois dias, na Fundação Calouste Gulbenkian.
  • Reúne mais de cem especialistas em vinte sessões para debater o impacto das alterações ambientais na saúde e dados como 37% dos jovens portugueses hesitam em ter filhos devido às mudanças climáticas.
  • Também será discutida a presença de 21% de potenciais carcinogéneos mamários nos materiais que entram em contacto com os alimentos.
  • A Organização Mundial da Saúde sustenta que a saúde é responsável por uma em cada quatro mortes a nível global; o setor da saúde representa cerca de cinco por cento das emissões nacionais de gases com efeito de estufa.
  • No âmbito do encontro, decorre a iniciativa CircularMed, com soluções de economia circular na saúde, e será atribuído o Prémio Nacional da Saúde e Ambiente a João Queiroz e Melo.

Um congresso de dois dias em Lisboa reúne cerca de 2000 participantes de diversas áreas para debater saúde e ambiente. O encontro, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, aborda o impacto das alterações climáticas na saúde e as implicações para as políticas públicas.

O 2.º Congresso Nacional de Saúde e Ambiente é organizado pelo Conselho Português para a Saúde e Ambiente (CPSA). O evento debate dados como a hesitação de 37% dos jovens portugueses em ter filhos devido às alterações climáticas e a presença de potenciais carcinogéneos mamários em materiais de contacto com alimentos, estimada em 21%.

Além disso, o CPSA indica que o evento reúne mais de cem especialistas em 20 sessões, com foco no efeito das mudanças ambientais na saúde. A OMS associa a saúde ambiental a cerca de 25% das mortes globais, tema em análise no encontro.

Outros tópicos incluem doenças transmitidas por alimentos, vírus com potencial pandémico, e a disseminação de doenças antes típicas de zonas tropicais na Europa. A pegada ambiental do setor da saúde, responsável por cerca de 5% das emissões de gases com efeito de estufa em Portugal, também está em debate.

Propostas e iniciativas

Durante o congresso, a literacia pública e a formação dos profissionais sobre o impacto climático na saúde serão revistas, assim como as oportunidades da economia circular na saúde. Também se discute o papel das cidades na promoção de saúde e ambiente, sem excluir a responsabilidade profissional no tema.

Vai ainda decorrer a iniciativa CircularMed, com soluções de economia circular para a saúde, incluindo projetos como a transformação de urina humana em adubo. A sessão de abertura atribui o Prémio Nacional da Saúde e Ambiente ao cardiologista João Queiroz e Melo.

O CPSA, criado em outubro de 2022, visa mobilizar uma rede de organizações ligadas à saúde para reduzir o impacto ambiental na saúde. O conselho integra hoje 105 organizações e assume uma posição de articulação entre políticas de saúde e ambiente.

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