- O diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, disse que não será possível eliminar as listas de espera, devido à falta de médicos e enfermeiros e ao aumento da procura.
- Admitiu que, a curto prazo, não será possível atribuir médico de família a toda a população, mesmo com o registo de utentes com médico de família a atingir números altos.
- Explicou que os aumentos previstos de 1% nas consultas e 3% nas cirurgias não chegam para eliminar as listas de espera.
- O quadro de referência para 2026 prevê estabilizar as listas de espera para consultas e melhorar as cirurgias, com o Sistema Nacional de Acesso a Consulta e Cirurgia (SINAC), começando pela área cirúrgica.
- Afirmou que a procura de medicamentos subiu cerca de 6% em 2025, refletindo maior necessidade de tratamentos devido ao crescimento da população e a rastreios que identificam mais necessidades.
O diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, afirmou que não será possível eliminar as listas de espera. A justificação não está ligada a restrições financeiras ou ordens, mas à falta de médicos e enfermeiros e ao incremento da procura.
Ele disse, na Comissão Parlamentar da Saúde, que, devido à insuficiência de profissionais, não haverá aumento de produção suficiente para eliminar as listas de espera. A resposta ocorreu a críticas sobre os aumentos programados de 1% nas consultas e 3% nas cirurgias em 2026.
Álvaro Almeida, ouvido a pedido do PS, reconheceu ainda que não será a curto prazo possível atribuir médico de família a toda a população. Mesmo com o maior número de utentes com médico de família registado desde há anos, a procura continua a subir.
SINAC e perspetivas para 2026
O SNS aponta que 2026 deve estabilizar as listas de espera para consultas e melhorar ligeiramente as cirurgias com a implementação do Sistema Nacional de Acesso a Consulta e Cirurgia (SINAC), iniciado na área cirúrgica. A resposta depende, no entanto, da disponibilidade de profissionais.
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