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Ministra da Saúde alerta para possível aumento no preço dos medicamentos

Ministra admite preparação para possível subida de preços dos medicamentos em função da inflação, sem previsão de impacto imediato

Ministra da Saúde, Ana Paula Martins
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  • A ministra da Saúde afirmou que, por ora, não há razão para uma preocupação maior com um possível aumento do preço dos medicamentos, mas Portugal precisa estar preparado.
  • O presidente da Associação da Indústria Farmacêutica (Apifarma) disse que os preços dos medicamentos vão subir “mais tarde ou mais cedo”, devido à inflação e à pressão política que aproximam os preços europeus dos norte-americanos.
  • O Expresso, citando o Jornal de Negócios e a Antena 1, indica que o custo do petróleo, seus derivados e outros materiais afeta os preços, assim como tarifas internacionais.
  • A ministra destacou que o impacto da crise internacional na energia poderá, mais tarde ou mais cedo, afetar os medicamentos, mas, por enquanto, não está no imediato em cima da mesa.
  • Em Leiria, a ministra inaugurou uma nova sala de Pacing e Eletrofisiologia no Hospital da região, num investimento de aproximadamente 7,5 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, que inclui equipamentos como cirurgia robótica, ressonância magnética e angiógrafo digital.

A ministra da Saúde afirmou que o país não tem, neste momento, uma razão para antever uma subida acelerada do preço dos medicamentos devido à conjuntura internacional, mas frisou a necessidade de preparação. A declaração foi feita durante visita ao Hospital de Santo André, em Leiria.

Ana Paula Martins destacou que a crise internacional pode, mais tarde, afetar o setor, sobretudo pela energia, mas sublinhou que esse impacto ainda não está no imediato. A governante disse estar consciente de potenciais pressões futuras.

O presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, considera que os preços dos medicamentos vão subir, mais cedo ou mais tarde, por fatores como inflação e mudanças políticas que aproximam custos europeus dos norte-americanos. A análise é baseada em condições de mercado e de cadeias de fornecimento.

Impactos e perspetivas

O custo de matérias-primas, como petróleo, plásticos, vidro e alumínio, bem como tarifas internacionais, segundo a visão da indústria, contribui para o aumento de preços dos fármacos. O comentário foi recolhido pela imprensa a partir de declarações veiculadas em entrevista.

A ministra reforçou que a crise energética global pode, de facto, influenciar o setor mais adiante, sem, contudo, exigir medidas imediatas. O objetivo é monitorizar o quadro e ajustar estratégias conforme evoluam as condições.

Durante a deslocação a Leiria, Ana Paula Martins inaugurou uma nova sala de Pacing e Eletrofisiologia no âmbito do programa de modernização da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria. O espaço visa ampliar a capacidade diagnóstica.

Este investimento, de cerca de 7,5 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, inclui um sistema de cirurgia robótica, uma ressonância magnética e um angiógrafo digital de teto. A ULS afirma que reforça a atuação cirúrgica e imagiológica.

A ministra apontou que a nova instalação permite procedimentos mais seguros e menos invasivos, com maior rapidez no atendimento a arritmias cardíacas. A equipa poderá implantar dispositivos como pacemakers e desfibrilhadores com menos transferências entre unidades.

Antes da cerimónia, Ana Paula Martins agradeceu o empenho dos profissionais que atuaram durante condições meteorológicas adversas. A entrega de uma placa de reconhecimento ocorreu em honra do trabalho desenvolvido durante o temporal Kristin.

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