Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ex-presidente do INEM diz que a greve deve-se a falhas estruturais

Ex-presidente do INEM aponta falhas estruturais e paralisações simultâneas como principais causas dos constrangimentos no socorro em greves de 2024

Sérgio Janeiro disse que os serviços mínimos foram cumpridos "em todos os períodos da greve", com excepção do turno das 16h00 às 24h00 do dia 4 de Novembro
0:00
Carregando...
0:00
  • Sérgio Janeiro disse que a adesão à greve de final de 2024 foi de 6%, atribuindo os constrangimentos no socorro a falhas estruturais de recursos humanos e à simultaneidade das paralisações.
  • Na comissão parlamentar de inquérito ao INEM, explicou que os constrangimentos decorreram principalmente da falta estrutural de recursos humanos e da simultaneidade das greves, e não da adesão formal.
  • Durante as greves de outubro e novembro de 2024, os serviços mínimos foram assegurados, com exceção de um turno no dia 4 de novembro que dependia de horas extra.
  • O ex-presidente destacou que o aumento súbito da procura provocou pressão adicional num sistema com fragilidades estruturais, citando o recrutamento de 200 técnicos de emergência pré-hospitalar como medida em curso.
  • Em greves subsequentes até julho de 2025, os serviços mínimos permaneceram a 100%, segundo o representante, e a greve entre 30 de outubro e 4 de novembro esteve associada a 12 mortes, de acordo com a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde.

No âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao INEM, o ex-presidente Sérgio Janeiro afirmou que os constrangimentos registados nas greves de Outubro e Novembro de 2024 resultaram principalmente de falhas estruturais de recursos humanos e da simultaneidade das paralisações. A adesão oficial à greve foi de 6%, disse, destacando que o impacto no terreno decorreu de limitações já identificadas na capacidade operacional do INEM.

Segundo Janeiro, a greve às horas extraordinárias verificou que muitos profissionais já excederam os limites legais, o que impediu o reforço de turnos. O aumento súbito de procura por socorro agravou as dificuldades num sistema já fragilizado, afirmou, citando o concurso de recrutamento de 200 técnicos de emergência pré-hospitalar como medida em curso para mitigar o problema.

Durante as greves, as autoridades destacaram que os serviços mínimos estiveram assegurados na generalidade dos períodos. A exceção ocorreu no turno das 16h00 às 24h00 de 4 de Novembro, em que a cadência de trabalho dependia inteiramente de horas extra, explicou o ex-presidente.

A CPI também questionou a gestão de informação sobre greves. Surgiram acusações conflitantes sobre conhecimento prévio da greve geral de 4 de Novembro. Janeiro garantiu que houve indicação prévia, mencionando a leitura de avisos também no período de 31 de Outubro, quando foi detectada a greve geral.

Em relação aos serviços mínimos, o ex-presidente reiterou que, por norma, o acordo coletivo estabelece 80% dos trabalhadores do CODU e 100% dos meios que operam 24 horas. Convocaram-se todos os escalados, não apenas 80%, para mitigar faltas por greve, afirmou.

Entre 30 de Outubro e 4 de Novembro de 2024, registaram-se 12 mortes associadas a atrasos no socorro, conforme a IGAS. A CPI pretende apurar responsabilidades durante a greve de final de 2024 e a relação das tutelas políticas com o instituto desde 2019.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais