- A escalada de ameaça ao Irão atingiu um novo pico, com o presidente dos EUA a ameaçar atacar o país e a fixar um prazo até às 20:00 (horas de Washington) para reabrir o Estreito de Ormuz.
- A situação de conflito em desenvolvimento afeta a saúde mental, levando a pedidos de apoio para gerir ansiedade, choque e stress pós-traumático.
- A Ordem dos Psicólogos Portugueses publicou um guia com nove passos para lidar com a ansiedade e o impacto emocional da guerra, citado pela Delas.pt.
- Entre as recomendações destacam-se: aceitar as emoções, gerir a ansiedade, limitar a exposição a notícias, falar com familiares, manter rotina e realizar momentos de lazer.
- O guia também incentiva manter a esperança, apoiar a comunidade e procurar ajuda profissional quando o impacto dificulta o funcionamento diário; informações podem ser obtidas em recursos como o site encontreumasaida.pt.
A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã atingiu um novo pico, com o presidente norte-americano a usar as redes sociais para ameaçar o país do Médio Oriente. O anúncio ocorreu na tarde de 7 de abril, em Washington, com o 1º-minuto de 8 de abril em Lisboa, e envolve a possibilidade de encerramento do Estreito de Ormuz. A administração iraniana ainda não respondeu publicamente.
A tensão tem impactos amplos, incluindo na saúde mental da população. A Delas.pt recorre às orientações da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), compiladas originalmente em 2022, para lidar com a atualidade. O guia A Guerra Afeta-nos a Todos apresenta nove passos práticos para enfrentar ansiedade, choque e preocupação.
A OPP alerta que crises prolongadas elevam a sensação de incerteza, aumentando riscos para a saúde psicológica. O documento ressalva que podem surgir ansiedade, depressão ou perturbação de stress pós-traumático.
Nove recomendações
Aceitar as emoções: reconhecer que é natural sentir várias emoções. Chorar ou ter variação de humor pode acontecer e trazer alívio.
Gestão da ansiedade: usar estratégias para enfrentar o stress. Transformar a ansiedade em ferramenta de controlo, reduzindo impactos negativos.
Limitar exposição a notícias: evitar monitorizar tudo incessantemente para não ficar sobrecarregado ou ansioso.
Falar com familiares e amigos: partilhar sentimentos reduz o stress e fortalece o apoio social.
Manter rotina: criar previsibilidade ajuda a sentir-se mais seguro numa conjuntura incerta.
Atividades de lazer: corrida, conversar com amigos, comer algo apreciado ou observar a paisagem ajudam a aliviar tensões.
Nutrir a esperança: reconhecer aspetos positivos, como solidariedade e civismo, que emergem em tempos de guerra.
Apoiar e contribuir: envolver-se na comunidade através de donativos, voluntariado ou doações, para aumentar o sentido de propósito.
Procurar ajuda: se o funcionamento diário fica comprometido, procurar apoio profissional é adequado. Existem recursos como o site de apoio e informações sobre psicólogos.
A Delas.pt mantém a reprodução integral destas recomendações, sem introduzir opiniões pessoais. As informações são creditadas às fontes originais, sem divulgação de contactos externos.
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