- Quase metade das mulheres portuguesas (46,2%) apresenta sintomas de ansiedade generalizada, face a 31,2% dos homens.
- Nos casos mais graves, 14,6% das mulheres e 7,2% dos homens são afetados.
- Em 2025, 39,4% da população com 16 anos ou mais pode apresentar ansiedade, valor que subiu 7,4 pontos percentuais face a 2024, com maior impacto em mulheres, idosos e desempregados.
- Desempregados são os mais afetados (50,2%), seguidos por inactivos (41% reformados e 46,2% outros inativos) e trabalhadores (36,6%).
- A satisfação com a vida manteve-se estável (média de 7,3/10); 52,7% consideram o estado de saúde como bom ou muito bom.
A pouco menos de metade das portuguesas apresenta sintomas de ansiedade generalizada, segundo o relatório Estatísticas da Saúde do INE. O estudo, divulgado a propósito do Dia Mundial da Saúde, a 7 de abril, aponta 46,2% entre as mulheres e 31,2% entre os homens.
Entre as pessoas com 16 anos ou mais, a ansiedade é mais elevada nas mulheres, idosos e desempregados. Em 2025, 39,4% da população nessa faixa etária revela alguma ansiedade, com 14,6% de mulheres com casos mais graves, frente a 7,2% de homens.
Apenas 11,3% da população apresenta níveis mais graves de ansiedade, com maior incidência nas mulheres (14,6%) do que nos homens (7,2%). O INE utiliza dados do ICOR para estas estimativas.
Fatores que acompanham a ansiedade
A população idosa mostrou níveis superiores de ansiedade em comparação com os jovens, com diferenças de três pontos percentuais no global e 3,5 pontos nos casos graves. Em relação a 2024, houve aumento de 7,4 p.p. para o total, destacado para mulheres com menos de 65 anos.
O nível de escolaridade influencia a ansiedade: ensino superior (33,9%) e secundário (35,9%) registam menos ansiedade que quem não completou o básico (43,7%) ou não teve qualquer nível (49,6%).
Entre os desempregados, 50,2% revelam sintomas de ansiedade generalizada, enquanto entre os trabalhadores a proporção é 36,6% e entre os economicamente inativos varia de 41% a 46,2%.
Estado de saúde e satisfação
Mesmo com o agravamento da saúde mental, a satisfação de vida manteve-se estável, com uma média de 7,3 numa escala de 0 a 10 em 2025. A avaliação positiva da saúde foi de 52,7% entre os 16 e mais anos, abaixo de 2024 (53,6%).
Quem avalia o estado de saúde como bom ou muito bom diverge por sexo e idade: 56,5% dos homens, 49,3% das mulheres, e 66,0% entre 16 e 64 anos, frente a 19,1% para 65 ou mais.
Entre nível de escolaridade, 68,4% com secundário ou superior avaliam bem a saúde, e 76% com ensino superior. Em contrapartida, 34,9% com básico e 10,8% sem estudo conclui-o positivamente.
A população empregada reporta maior avaliação positiva da saúde (67,3%), ao passo que desempregados apresentam 49,7%. Os dados são consistentes com as tendências da saúde mental e bem-estar na população portuguesa.
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