- Noelia Castillo morreu a 26 de março, após esperar pela morte medicamente assistida desde 2024.
- A deputada Rita Matias afirmou falsamente que Noelia pediu adiamento da eutanásia; tal pedido não foi comprovado.
- Segundo a imprensa, a alegação de adiamento surge de declarações de Polonia Castellanos, presidente dos Abogados Cristianos, mas não há confirmação oficial.
- O Hospital Residencial Saint Camil, em Barcelona, não consta como centro autorizado para captação/trasplante pela Organização Nacional de Trasplantes.
- Em Espanha, a eutanásia é permitida desde 2021; pode haver revogação de consentimento para doação de órgãos a qualquer momento, sem prejuízo do acesso à morte assistida.
Noelia Castillo, jovem espanhola que esperava pela morte medicamente assistida desde 2024, morreu a 26 de março em Barcelona. O caso envolveu várias batalhas legais com o pai, que contestava a decisão de avançar com a eutanásia. O resultado final foi favorável à jovem, após decisões de tribunais nacionais e do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Diversos relatos indicaram que houve um pedido de adiamento do processo. A fonte conhecida por defender os pais, a associação Abogados Cristianos, afirmou ter recebido esse pedido, alegando que os órgãos já estavam destinados a outros doentes. A mãe, no entanto, não confirmou publicamente esse pedido até ao momento.
Segundo a prática em Espanha, o pedido de morte medicamente assistida pode ser revogado pelo requerente a qualquer momento, sem necessidade de justificar. O protocolo espanhol de doação de órgãos permite a revogação do consentimento para doação durante o processo de eutanásia, sem prejuízo do acesso aos serviços de eutanásia.
O Hospital Residencial Saint Camil, onde ocorreu o falecimento, não está listado como centro autorizado para captação/transplante pela Organização Nacional de Transplantes (ONT). A decisão médica sobre a eutanásia não envolve, nem implica, a coordenação de doação e transplante.
Perante a polémica, a deputada Rita Matias, do Chega, criticou o sistema à data de 26 de março, afirmando falhas estatais. Dias depois, reiterou críticas no X, sugerindo que a extensão do prazo não foi considerada. A alegação envolve uma leitura divergente entre tribunais e associações envolvidas no caso.
Factos-chave:
- Não há prova de que Noelia tenha pedido adiar o processo de eutanásia; tal leitura foi atribuída por uma associação que defende o pai.
- O hospital em questão não está autorizado para captação de órgãos pela ONT.
- A legislação espanhola permite revogar o consentimento para doação a qualquer momento e admite adiamentos sob determinados critérios.
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