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Consultas e cirurgias aumentam, mas utentes do SNS mantêm dificuldades de acesso

Apesar do aumento de consultas e cirurgias no SNS, persistem dificuldades de acesso, com listas de espera e ausência de médico de família

Nos últimos dois anos, o número de consultas e cirurgias feitas no Serviço Nacional de Saúde cresceu
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  • Nos dois últimos anos houve aumento de consultas e cirurgias no SNS, com a produção hospitalar a superar as quatro dezenas de milhões de atendimentos anuais e as cirurgias programadas a subir acima de oito centenas de mil.
  • Apesar do maior volume de trabalho, persistem dificuldades de acesso: mais de um milhão de utentes aguardam consulta de especialidade e cerca de 264 mil esperam por cirurgia no final de 2025.
  • O número de utentes sem médico de família subiu de 1.565.880 para 1.601.018 no final de janeiro deste ano.
  • O Governo prevê abrir centros de saúde de gestão privada, com as primeiras unidades em Torres Vedras, Silves e Lagos no segundo semestre.
  • O INEM está a ser sujeito a reformas, com nova lei orgânica em discussão; o SNS teve gasto em 2025 de cerca de 18 mil milhões de euros.

Nos últimos dois anos, o SNS registou um aumento no número de consultas e cirurgias. Contudo, as dificuldades de acesso mantiveram-se, com listas de espera maiores e sem médico de família para muitos utentes.

O Governo, já com o SNS a ter 39 ULS e quase 155 mil profissionais, viu o quadro melhorar a nível de produção, mas o atendimento hospitalar e primário continuou com constrangimentos.

Quando o Governo entrou em funções, 1.565.880 pessoas não tinham médico de família; no final de janeiro, esse número subiu para 1.601.018, mais cerca de 35 mil utentes.

Aumento da procura pelos cuidados primários também ocorreu, com inscritos de 10.354.881 para 10.746.324, mais cerca de 390 mil pessoas. Em igual período, utentes com especialista de medicina geral e familiar atribuída subiram para 9.133.697.

Medidas para acesso e gestão de recursos

Desde abril de 2024, as consultas e cirurgias hospitalares cresceram; excederam 14 milhões de consultas no último ano e mais de 800 mil cirurgias em 2025. Mesmo assim, mais de um milhão aguardavam uma consulta de especialidade no final de 2025.

Urgências regionais foram criadas para casos de obstetrícia e ginecologia, em resposta a carência de médicos. A primeira a entrar em funcionamento, no Hospital Garcia de Orta, em Almada, abre a 15 de abril, encerrando a do Barreiro.

Além da urgência regional, já funciona a urgência de ginecologia e obstetrícia no Hospital de Loures. Sindicatos preveem extensão deste modelo a outras especialidades e hospitais.

INEM, reformas e financiamento

O INEM esteve envolvido em polémicas ligadas a greves em 2024; a ministra assumiu a supervisão direta e pediu refundação, com comissões parlamentares em curso para apurar responsabilidades.

A reforma inclui uma nova lei orgânica e uma regulamentação para médicos sem vínculo ao SNS, visando criar um sistema nacional de acesso a consultas e cirurgias.

Concordâncias de custo marcam o período: o SNS gastou cerca de 18 mil milhões de euros em 2025, com um reforço de 1.378 milhões para hospitais na segunda metade do ano, mantendo-se próximo da receita prevista de IRS.

Perspetivas e contexto orçamental

A despesa elevada mascara a dificuldade em atrair médicos para o setor público, que não consegue competir com privados. Em 2025, os hospitais investiram um recorde de 312 milhões de euros.

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