Durante a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH), entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024, o INEM enfrentou falhas no atendimento das chamadas. O peso das paralisações ficou expressamente registrado pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), que aponta 12 mortos, três deles ligados a atrasos no socorro.
Luís Mendes Cabral, presidente do INEM na altura, afirmou que a situação decorreu de uma falha deontológica grave, alegando que o instituto deixou de atender chamadas naquele período. O responsável acrescentou que o problema ocorreu apesar do sistema ter funcionado antes e depois da greve, assentando a leitura numa influência externa ao INEM.
A comissão parlamentar de inquérito ao INEM, com 24 deputados, investiga responsabilidades políticas, técnicas e financeiras desde 2019. O foco abrange a atuação do INEM na greve de final de outubro e início de novembro de 2024 e a relação entre tutelas políticas e o instituto.
Desdobramentos na CPI
Mendes Cabral indicou que o INEM já operava no limite antes da paralisação, e que o agravamento observado foi de natureza externa ao organismo. O presidente afirmou ainda ter acompanhado os acontecimentos com profunda tristeza, realçando que o CODU foi fortemente afetado pelo surto de 2024.
Segundo o dirigente, o problema não foi estrutural e o sistema retomou o funcionamento normal nos dias seguintes. A avaliação de 2024 resume-se a uma leitura pessoal do então presidente, não refletindo necessariamente a posição institucional atual do INEM.
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