- Um australiano, Paul Conyngham, usou ChatGPT, Gemini e Grok para desenvolver um tratamento experimental personalizado para a cadela Rosie, que sofre de cancro.
- Seguiu as recomendações de IA para sequenciar o genoma da cadela, pagando 3 mil dólares, e analisar dados de ADN; utilizou o AlphaFold para entender um gene mutado.
- Conta com uma equipa da Universidade de Nova Gales do Sul e outros académicos na Austrália para avançar a investigação.
- Ros ie está em remissão parcial e o maior tumor diminuiu drasticamente, com Rosie a recuperar mobilidade após receber uma vacina de mRNA personalizada e imunoterapia potente.
- A história atraiu a atenção de Sam Altman, e especialistas destacam o potencial da IA na investigação médica, embora não seja um ensaio clínico nem uma cura comprovada, existindo incertezas sobre o tempo de vida restante.
Um turista austral apresentou uma abordagem inédita para cuidar da cadela Rosie, portando a IA como ferramenta central. Dados de ADN, terapias e estratégias de tratamento foram explorados com apoio de várias plataformas de IA, incluindo ChatGPT, Gemini e Grok. O objetivo era personalizar um tratamento contra o cancro da cadela.
Paul Conyngham, consultor de IA em Sidney, seguiu as recomendações das ferramentas digitais para sequenciar o genoma de Rosie, investindo cerca de 3000 dólares. A análise do ADN e a investigação de genes mutados foram apoiadas por AlphaFold, o modelo de IA premiado com o Nobel em 2024.
Conyngham contou com a colaboração de uma equipa da Universidade de Nova Gales do Sul e de outros académicos na Austrália, identificando caminhos promissores para o tratamento. O cancro de mastócitos da cadela entrou em remissão parcial, com redução significativa do maior tumor.
Após uma vacina de mRNA personalizada administrada em dezembro, associada a uma imunoterapia potente, Rosie recuperou mobilidade e funcionalidade, segundo o relato dos investigadores. O estado da cadela é avaliado como estável, mas com necessidade de nova cirurgia十 possivelmente necessária no futuro.
A história ganhou atenção internacional, com Sam Altman, CEO da OpenAI, a descrever o caso como extraordinário numa publicação na X. O professor Martin Smith, da Universidade de Nova Gales do Sul, explicou que a IA não funciona como cura isolada, destacando a combinação de tecnologias como uma oportunidade e um desafio.
Especialistas independentes destacam que o caso não constitui ensaio clínico e que os resultados variam entre tumores. Pall Thordarson, director do Instituto de RNA da mesma universidade, reconheceu que a IA ajudou a desenhar a sequência de mRNA apresentada, contribuindo para o estudo. O impacto da IA na investigação médica é visto como potencial, mas ainda incerto.
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