- A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse que os empréstimos de medicamentos entre hospitais são habituais nos primeiros meses do ano.
- afirmou que não há risco de rotura de stock, mesmo com dificuldades nos concursos centrais no início do ano.
- Os empréstimos entre unidades de saúde existem para manter o funcionamento em rede e refletem uma gestão ponderada até as aquisições ocorrerem por via central.
- A RTP informou que, desde janeiro, alguns hospitais de Lisboa enfrentaram falta de medicamentos, levando pedidos a hospitais do Porto, Faro e Évora.
- A ministra garantiu que os pacientes não ficam sem medicamentos e que o empréstimo entre hospitais faz parte da prática, com devolução conforme boas práticas de distribuição.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que os empréstimos de medicamentos entre hospitais são uma prática habitual nos primeiros meses do ano e que não existe risco de ruptura de stock. A declaração foi feita durante uma visita às obras do Parque de Saúde e Bem-Estar da Maia, em Porto.
A governante explicou que, no início do ano, as unidades locais de saúde enfrentam dificuldades nos procedimentos de concursos centrais e recorrem, por vezes, a ajustes diretos. Nessa conjuntura, surgem os chamados empréstimos entre hospitais como forma de manter o tratamento de pacientes.
Ana Paula Martins sublinhou que estes empréstimos não são uma novidade anual exclusiva de 2024, reiterando que a prática evidencia a cooperação em rede e a gestão cuidada dos recursos, até que as aquisições sejam asseguradas por concursos centrais.
A ministra acrescentou que a operação é de curto prazo e que os recursos dos contribuintes são preservados, com devolução dos medicamentos conforme as boas práticas de distribuição. Não houve indicação de alteração de política neste âmbito.
A RTP reportou, na sexta-feira, que alguns hospitais de Lisboa passaram a depender de remessas de medicamentos vindas de unidades no Porto, Faro e Évora para manter o tratamento de doentes. A situação foi apresentada como adiantamento de contrato de fornecimento entre centros.
Questionada sobre a possibilidade de falhas no fornecimento, Ana Paula Martins respondeu que não vê esse cenário como provável. Garantiu que os doentes em Portugal não ficam sem os fármacos necessários nos empréstimos entre hospitais.
A ministra reiterou o compromisso com a continuidade do atendimento, destacando que o empréstimo entre unidades funciona há muitos anos como mecanismo de equilíbrio entre a procura e a disponibilidade, sem comprometer o acesso aos medicamentos.
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