- O vírus sincicial respiratório (VSR) representa risco relevante para adultos mais velhos e pessoas com doenças crónicas, podendo causar complicações graves e mortalidade.
- O estudo ROSA, na Unidade Local de Saúde de Matosinhos, mostrou que até 10% das internações por infecções respiratórias são por VSR, com custo de internamento de 4.757 euros e mortalidade hospitalar de cerca de 20%.
- Dados de outras unidades de saúde do país, onde o estudo está a ser replicado, indicam uma tendência nacional de elevada prevalência de admissões por VSR em adultos.
- Especialistas defendem a prevenção como resposta principal, dada a ausência de tratamento específico, com impacto nas comorbidades, declínio funcional e necessidade de oxigenoterapia.
- Doentes crónicos e associações pedem maior literacia, proteção/vacinação e comparticipação de vacinas para reduzir internamentos e pneumonias associadas ao VSR.
O vírus sincicial respiratório (VSR) representa um risco acrescido para adultos mais velhos e pessoas com doenças crónicas, como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, respiratórias ou renais. A proteção é apresentada como essencial para indivíduos e para o sistema de saúde.
Um encontro realizado a 10 de março em Lisboa, organizado pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) em parceria com o Público, com apoio da GSK e da Embaixada Britânica, sublinhou a gravidade do VSR em adultos e a necessidade de ações preventivas.
A investigação, centrada no estudo ROSA, revelou que o VSR pode representar até 10% das internações por infeções respiratórias na ULS de Matosinhos, com custos diretos de internamento de cerca de 4.757 euros por paciente. A mortalidade hospitalar associada ronda os 20%.
A coordenadora do ROSA, Cristina Gavina, salientou que a prevalência do VSR é mais elevada do que o esperado e que muitos doentes têm mais de 60 anos, diabetes e obesidade, o que aumenta a duração das internamentos e a necessidade de oxigénio.
Diversas regiões intuem o mesmo padrão
Médicos de várias unidades de saúde indicaram que os dados do ROSA se repetem noutros hospitais, sugerindo uma tendência nacional. Em Coimbra, os dados preliminares confirmam o cenário observado no Matosinhos, fortalecendo a visão de um estudo multicêntrico em todo o país.
Internistas da ULS Amadora/Sintra e de outras áreas clínicas destacaram que, durante o Inverno, os doentes com VSR sofrem complicações adicionais e quedas de autonomia, o que complica o tratamento e a recuperação. A prevenção surge, assim, como medida central.
Proatividade na defesa contra a infeção
Profissionais de saúde defendem ações preventivas sem tratamento específico disponível atualmente. A prevenção é apresentada como a opção mais custo-eficaz para reduzir internações, descompensações e mortalidade associadas ao VSR em pessoas com 60+ anos.
Especialistas destacam ainda o impacto económico e social, com necessidade de literacia sobre o VSR junto da população e dos profissionais de saúde. A proteção é apresentada como pilar fundamental para reduzir a pressão no sistema de saúde durante os meses de maior circulação.
Vozes dos doentes
Associações de doentes destacam a urgência de maior literacia sobre o VSR e de medidas de proteção, sobretudo para pessoas com DPOC e asma, que enfrentam exacerbations que frequentemente culminam em internamentos.
O apelo é reiterado pela comunidade médica e científica: investir em estratégias de prevenção e na proteção de grupos vulneráveis para evitar internamentos graves e preservar a autonomia dos doentes.
Para mais informações, consulte o seu médico.
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