Moçambique regista quase 8.000 casos de cólera num periodo de sete meses, com 83 óbitos, segundo o último boletim da Direção Nacional de Saúde Pública. O relatório cobre dados de 03 de setembro a 23 de março e aponta um declínio recente na letalidade, que se situa em 1%.
Entre as principais regiões, 3.540 infecções ocorreram na província de Nampula, com 39 óbitos, e 2.766 em Tete, com 32 mortos. Em Cabo Delgado foram confirmados 1.047 casos, com oito óbitos. Registam-se ainda 129 casos e um morto na Zambézia, 130 casos e dois mortos em Manica, 376 casos e um morto em Sofala, mais um caso na cidade de Maputo e outro na província de Gaza.
Nas últimas 24 horas, até ao fecho do boletim, foram confirmados 49 novos casos, sem registo de óbitos há quase três semanas. Entre o final de fevereiro e o início de março, houve registadas mais de 100 infeções diárias e surtos ativos em cerca de 25 distritos.
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Vacinação e metas de controlo
As autoridades anunciaram em fevereiro que a cólera era uma epidemia, com a doença já presente em 22 distritos, e deram início a uma campanha de vacinação destinada a 3,5 milhões de pessoas. O diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, explicou que a situação envolve vários surtos dispersos pelo país.
O Governo, por sua vez, pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030. O plano, aprovado em setembro pelo Conselho de Ministros, está avaliado em cerca de 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros) e aponta ações multissetoriais para melhorar água potável, saneamento e cuidados de saúde, apoiadas por evidências científicas.
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