- A incerteza económica causada pela guerra no Irão aumenta a preocupação social e pode afetar a saúde mental; especialistas recomendam manter relações sociais, rotinas diárias e evitar exposição excessiva ao tema.
- O psiquiatra Kazuhiro Tajima explica que a incerteza económica pode provocar angústia e sensação de perda de controlo, aumentando a ansiedade.
- Recomendação: buscar informação sobre a crise e reforçar as relações sociais, além de manter hábitos de lazer, desporto e outras rotinas diárias.
- Manter atividades de lazer e desporto é importante para evitar o aumento da angústia; sentir-se útil através de atividades de lazer ou trabalho também ajuda a manter a saúde mental.
- O especialista destaca ainda o regresso do espírito de cooperação, com a economia colaborativa a crescer, exemplificada pela plataforma Saco, que troca competências por serviços usando o tempo como moeda.
A incerteza económica gerada pela guerra no Irão está a afetar a saúde mental da população, alertam especialistas. Entre preocupações, destacam-se a ansiedade causada pela perceção de perda de controlo e o peso do custo de vida. Reforçar redes sociais, manter rotinas e limitar a exposição a notícias podem ajudar a reduzir o impacto emocional.
O psiquiatra Kazuhiro Tajima, de origem espanhola e japonesa, aponta que a instabilidade económica amplia a angústia. Segundo o especialista, aumentar o acesso a informação fidedigna e manter relações sociais sólidas são medidas-chave para proteger o bem-estar psicológico em períodos de crise. As rotinas diárias devem permanecer estáveis, incluindo atividades de lazer e desporto.
Rotinas e redes de apoio
Tajima sublinha a importância de não abandonar hábitos que ajudam a distrair a mente. Mesmo em tempos de aperto financeiro, manter atividades que promovam bem-estar facilita o regresso a uma sensação de normalidade. A socialização funciona como amortecedor contra o isolamento e o acúmulo de preocupações.
O médico aconselha ainda sentir-se útil, participando em atividades de lazer ou trabalho que proporcionem significado e satisfação. Nesta linha, o surgimento da economia colaborativa é visto como um anti-êxito positivo, ao facilitar a partilha de competências e serviços com base no tempo como moeda de troca.
Economia colaborativa e resiliência
No debate sobre estratégias de coping, o aumento da economia partilhada é visto como uma resposta social capaz de reforçar o tecido comunitário. Projetos que trocam competências entre pessoas podem promover sensação de utilidade e pertença, contribuindo para a resiliência coletiva frente à crise económica.
Em contextos marcados pela tensão geopolítica e pelo aumento do custo de vida, manter a saúde mental é considerado crucial. As recomendações passam por reforçar relações sociais, preservar rotinas e manter atividades que proporcionem bem-estar, mesmo diante de incertezas económicas.
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