- A Unidade de Saúde das Caxinas, em Vila do Conde, foi inaugurada a 28 de fevereiro, há quatro semanas, mas ainda não funciona.
- A Câmara explica que está tudo pronto para abrir, faltando apenas a transferência dos sistemas de comunicação do antigo edifício para as novas instalações pelo Ministério da Saúde.
- A Comissão Concelhia do PCP de Vila do Conde chamou a situação de inaceitável e propaganda, afirmando que não resolve os problemas de fundo do SNS no concelho.
- A Câmara diz que o edifício está concluído; a abertura depende de um procedimento técnico do Ministério da Saúde e já foram feitas diligências junto da Tutela.
- O centro de saúde custou três milhões de euros e vai servir cerca de quinze mil utentes, integrando a Unidade de Saúde Familiar dos Navegantes e uma Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados.
A Unidade de Saúde das Caxinas, em Vila do Conde, inaugurou no dia 28 de fevereiro, há quatro semanas, mas ainda não funciona. A Câmara Municipal afirma que tudo está pronto para operar, faltando apenas a transferência dos sistemas de comunicação do antigo edifício para as novas instalações.
Sem esse passo, médicos, enfermeiros e funcionários não conseguem iniciar as atividades. A administração municipal já acionou a tutela por várias diligências, mas o processo permanece em curso. O atraso impede o atendimento à comunidade local.
Reação política e contexto
A Concelhia do PCP de Vila do Conde denuncia a situação como inaceitável, qualificando a inauguração de manobra de propaganda. O partido sustenta que a unidade não resolve os problemas estruturais do SNS no concelho nem garante cobertura de médicos de família e urgência municipal.
O autarca Vítor Costa afirma estar surpreendido com a demora e a inércia. A nova unidade representa um investimento de cerca de 3 milhões de euros e serve cerca de 15 mil utentes. Integra a Unidade de Saúde Familiar dos Navegantes e unidades partilhadas.
Perspetivas futuras
A unidade está pronta para funcionar assim que o Ministério da Saúde efetivar a transferência dos sistemas. Enquanto isso, o funcionamento deverá depender de um procedimento técnico em mãos da tutela. A construção durou menos de dois anos.
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